007 Contra SPECTRE | Crítica do filme


Não preciso me prolongar aqui para falar sobre a franquia de 007, tão pouco expôr sinopses que despertem a sua curiosidade para ir ao cinema, afinal qualquer um desde aquele mais fiel ao não tão fiel assim dos espectadores, já ouviu falar sobre James Bond.

Pois de fato trata-se de uma franquia tão longeva, que nos entretêm desde 1962 e busca formas de se manter no ápice das produções há 50 anos, mesmo que nem todos os filmes da franquia tenham sido tão bem sucedidos assim. A face do agente secreto mais conhecido do mundo, já passou por alguns atores na tentativa de resgatar nuances do James Bond, cada um obviamente com sua particularidade.

James Bond

Com Daniel Craig, presente nos três filmes mais atuais de 007, revelou-se um lado mais sombrio do Bond, brutal e violento. O fato é que desde a sua estreia em Casino Royale, Craig conseguiu revigorar a franquia e a deixou bem melhor do que como a tinha encontrado.

Em 007 contra SPECTRE (Special Executive for Counterintelligence, Terrorism, Revenge and Extortion), Bond se envolve em uma caçada para tentar descobrir e aniquilar quem está por trás da organização SPECTRE, enquanto M trabalha na tentativa de manter o serviço secreto na ativa.

-james-bond-spectre

Se tem algo que podemos exaltar em Spectre, são as locações. De cara já temos um plano-sequência de ação frenético na Cidade do México, no México, na qual Bond caça um homem misterioso no famoso desfile Day of the Dead, cenas que podem ser definidas com uma palavra: hipnotizante.

Dou crédito ao inicio do filme como as cenas mais eletrizantes e marcantes de todo longa. Para completar os cenários, Bond ainda impõe suas típicas cenas em locais como a Capital Inglesa, Roma na Itália, Tânger e Arfourd no Marrocos, além de Sölden, Obertilliach e Altaussee na Áustria.

Pois bem, até então temos o mais do mesmo nos filmes de James Bond. Bombas, tiros, lutas corporais, carros modificados, belas mulheres, componentes que servem para caracterizar os filmes do melhor agente secreto de Sua Majestade.

Ah! Não podemos esquecer daquele ar conquistador que só o Bond consegue imprimir.

007 contra Spectre não traz nenhuma surpresa, são conjuntos de ações que identificam o filme, mas que na verdade não surpreendem, entretanto não podemos negar que neste longa algumas pontas soltas são amarradas. O renomado Sam Mendes, não consegue repetir o bom trabalho de Skyfall e acaba nos trazendo uma continuação tão previsível, ao ponto de sabermos como tudo se desdobrará até o final.

vilão e bond girl

O roteiro não foi capaz de traduzir a verdadeira carga dramática que John Logan quisera impor ao nos apresentar as lembranças dolorosas da infância de Bond. Embora elas estejam bem em frente aos nossos olhos, elas não conseguem nos despertar nenhuma emoção de fato.

Seguindo a lista de quesitos que devem ser melhorados para o próximo filme de Craig como Bond, temos a trilha sonora que deixou muito a desejar, uma vez  que Thomas Newman tentou inserir um pouco de tudo e como resultado temos uma trilha sonora que peca pelo excesso. A decepção já começa pela  música tema “Writting´s On The Wall” de Sam Smith, que já nos recebe na abertura de forma espetacular, mas não pela música e sim pelo show de imagens.

spectrebondgirl

Entretanto não se pode deixar de mencionar a atuação da Bond Girl, Léa Seydoux consegue representar bem seu papel na pele de Madeleine Swann, que inicialmente consegue esconder um lado impetuoso da personagem e transmite no momento certo do que realmente é capaz.

Faz parte do elenco ainda  Dave Bautista como o vilão,  Ben Whishaw,como Q e Ralph Fiennes como o Personagem M.
007 contra SPECTRE é um bom filme, que cumpre seu papel de entreter, mas não se engane achando que irá encontrar a magnitude do Cassino Royale e de Skyfall, é bem provavel que você detenha na boa atuação de Daniel Craig como Bond e se contente com isto.

Veja o Trailer:

 

Ficha técnica:

Gênero: Ação | Direção: Sam Mendes | Roteiro: John Logan, Neal Purvis, Robert Wade | Elenco: Daniel Craig, Dave Bautista, Léa Seydoux, Ralph Fiennes | Produção: Barbara Broccoli, Michael G. Wilson | Fotografia: Hoyte Van Hoytema | Trilha Sonora: Thomas Newman | Montador: Lee Smith | Ano: 2015

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