12 Horas para Sobreviver – O Ano da Eleição | Crítica 1


Um filme futurista não precisa ter robôs assassinos ou ser definido em um futuro distante pós apocalíptico. O universo de ’12 Horas para Sobreviver: Ano da Eleição’ é pautado em uma lei Norte Americana em que concluíram que para minimizar a taxa de criminalidade, deve-se existir uma noite de crimes liberada pela lei. Graças a este evento noturno, os cidadãos podem exercer a sua cidadania saciando seus impulsos violentos por algumas horas, e assim a cidade permanece calma para o resto do ano.

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Isso é o que basta para um filme como ‘Ano da Eleição’: A noite que transforma as pessoas em animais em uma paisagem tão obscura e tensa quanto os antecessores.

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Dessa Vez o policial Barnes (Frank Grillo) agora é o principal responsável pela segurança da senadora Charlene Roan (Elizabeth Mitchell), que planeja acabar de uma vez por todas a noite de crime. Em plena época de eleições, ela é uma das melhores posicionadas nas pesquisas e nova inimiga número um dos criminosos, que se armam para eliminá-la de qualquer jeito.

Depois de acertar com o primeiro filme de “baixo orçamento”, e ter rendido criticas positivas com um número bem otimista nas bilheterias, a franquia ‘Uma Noite de Crime’ deu vida a mais duas sequencias. No segundo intitulado “Uma Noite de Crime: Anarquia” vimos sua produção perder a mão, mas a sátira neon assinada por James DeMonaco encontrou seu tom certo neste terceiro capítulo.

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Com um tom que definitivamente deixa as críticas de censura para manter o humor e a sátira sem barreiras, os primeiros minutos do filme aparenta uma semelhança com roteiros de videogame e nos pincela piadas e trocadilhos que parecem terem sido criados à custa da patifaria do candidato republicano estadosunidenses Donald Trump.

A presença de Frank Grillo não está em total destaque nessa sequência, vários personagens aproveitam a oportunidade de herói, mas sem Grillo o filme não seria o mesmo, o seu personagem acrescenta vigor e ação a trama, elementos que somam muito e tiram a sequencia da mesmice.

Ainda há um aspecto que não agrada a todos , a questão dos estereótipos. Esses lotam o filme e podem ofuscar o desenvolvimento de questões sociais (mas acredito que a pretensão é apenas diversão).

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O longa busca trabalhar de uma forma diferente o seu discurso contra a violência, e percebemos isso com as ações de seus personagens que estão ali apenas se defendendo em busca da paz.

James DeMonaco agora nos leva por caminhos exagerados mas interessantes. Vale a pena conferir ’12 Horas para Sobreviver: Ano da Eleição’. Um bom filme para se ver no fim de semana.

Data de lançamento 6 de outubro de 2016 (1h 49min)
Direção: James DeMonaco
Elenco: Frank Grillo, Elizabeth Mitchell, Mykelti Williamson mais
Gêneros Suspense, Terror
Nacionalidade Eua
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