28° Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo


Está acontecendo em São Paulo desde o último dia 23, o 28° Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, que está exibindo nesta edição 365 filmes de 55 países.

Dirigido por Zita Carvalhosa e organizado pela Associação Cultural Kinoforum, com a chancela do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras e da Sabesp, o festival que vai até o dia 03 de setembro, tem como tema “Humor em tempos de cólera” e cartaz assinado por Laerte, destacando filmes que utilizam o humor para tratar de questões polêmicas.

“É admirável a rapidez e a inventividade do curta-metragem para detectar as questões urgentes do mundo. Nossa seleção é sempre um retrato do momento que vivemos, mas neste ano, notamos uma diferença. O humor, apesar de tudo, vem com força. Utilizado não só como alívio cômico, mas uma ferramenta de reflexão e crítica, nos faz lembrar que é possível rir das situações, de nós mesmos e até do outro, mesmo em tempos de ânimos acirrados e discussões tão polarizadas”, diz Zita Carvalhosa.

A programação é dividida em três partes: as mostras principais Internacional, Latino-Americana e Programas Brasileiros, que reúnem o melhor do cinema atual; os Programas Especiais, com atrações já tradicionais do festival, como a Mostra Infantojuvenil e Quinzena dos Realizadores, além de novidades a cada edição; e tem apresentado uma seleção que conta com curtas premiados, como o chinês “Uma Noite Suave” (Palma de Ouro em Cannes) e o português “Cidade Pequena” (Urso de Ouro em Berlim), filmes exibidos nos principais festivais mundiais, como o colombiano “Damiana” e os nacionais “Nada” e “Demônia – Melodrama em 3 Atos”, além de brasileiros que são estreias mundiais: “A Passagem do Cometa”“Filme-Castástrofe” e “Torre”.

Além disso o festival conta com atividades Paralelas, que incluem debates e workshops em torno do audiovisual, estreando neste ano o laboratório de desenvolvimento de projetos LABEX – Curta Kinoforum. Todas às sessões são gratuitas e estão acontecendo em seis salas de cinema da capital – MIS, CineSesc, Cinemateca Brasileira, Espaço Itaú Augusta, Cinusp, CCSP, além de outras dezessete participantes do Circuito Spcine.

Nós inclusive já assistimos :

A PASSAGEM DO COMETA

Brasil, 2017, 20’, ficção. Diretora: Juliana Rojas. Estreia mundial.

Sinopse: 1986. Na sala de espera de uma clínica de abortos clandestina, a recepcionista, uma paciente e uma acompanhante aguardam a passagem do cometa Halley, enquanto a médica enfrenta dificuldades com um dos procedimentos.

TORRE

Brasil, 2017, 18’, animação. Diretora: Nadia Mangolini. Estreia mundial.

Sinopse: Quatro irmãos, filhos de Virgílio Gomes da Silva, o primeiro desaparecido político da ditadura militar brasileira, relatam suas infâncias durante o regime.

E podemos dizer que ambos são ótimos, cada um passando a sua mensagem de maneira assertiva e sensível. O primeiro apresentando um trabalho de ambientação, com figurinos, objetos e caracterização de personagens praticamente perfeitos da época na qual se passa a história. Enquanto a animação se utiliza de diferentes tonalidades na sua paleta de cores que vão se alternando e ganhando nuances diversas de acordo com o relato de cada personagem, como a tristeza, o medo, a angústia, a saudade e a revolta que sentem.

Mais informações no site do Kinoforum.