5 filmes de protagonismo feminino


Cinema sempre foi algo que me fez tirar os pés do chão e viajar pra longe, longe. Ele também é responsável muitas vezes por me jogar com tudo na realidade, quando traz à luz histórias que são tão fortes e marcantes, que fica impossível não ser impactada.

Orgulho e Preconceito – Um dos meus queridinhos

Hoje estou aqui para compartilhar 5 dicas de filmes de protagonismo feminino, que podem te inspirar a viajar, empreender e transformar a sua realidade. Diz a lenda que existe um filme para cada momento, e eu acredito que haja mesmo, afinal não é todo dia que você quer ou está com cabeça pra assistir a um Central do Brasil (1998 – Walter Salles) ou a um Mãe! (2017 – Darren Aronofsky ) da vida. Por outro lado, não dá pra viver só de Minha mãe é uma peça (2013 – André Pellenz) ou Meu Malvado Favorito (2010 – Pierre Coffin, Chris Renaud) ou ainda Liga da Justiça (2017 – Zack Snyder) e companhia.

A lista abaixo pode lhe render bons momentos e reflexões, além claro, de boas ideias pra dar aquele start nos projetos que estão ali só esperando uma chance para florescerem. Que tal aproveitar?

Wild

Decidi começar por Wild, não somente pelo filme, que retrata parte da vida da autora e protagonista da história que foi adaptada, Cheryl Strayed, como também pela história pessoal de Reese Witherspoon, que cansada das histórias, dos perfis das personagens e o tipo de tratamento à questão de gênero, como ela mesma discorre em um discurso em 2015 durante a premiação Glamour’s 2015 Women of the Year Awards, decide agir para mudar essa realidade.

No filme através de uma atuação determinada e intensa ela vive a trajetória de uma mulher que após a morte da mãe, sua separação do marido e seus problemas com as drogas, decide mesmo sem experiência alguma fazer a trilha que percorre toda a costa oeste dos Estados Unidos, da fronteira do México até o Canadá, que ficou conhecida como  Pacific Crest Trail e possui 4200km.

Enquanto para a personagem era uma forma de remir seu passado problemático, para Reese era o início da consolidação de sua produtora, a Pacific Standart, que no mesmo ano produziu adaptações de dois best-sellers com grande êxito (2014 – Gone Girl – David Fincher, que eu gosto muito, inclusive) e o próprio Wild (Jean-Marc Vallée).

Paris pode esperar

Lançado em junho de 2017, esse é o primeiro longa ficcional escrito e dirigido por Eleanor Coppola, que já estava com 81 anos e que já possuía no currículo uma vasta experiência como documentarista, sendo o mais conhecido Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse, de 1991. Um belo exemplo de que nunca é tarde pra seguir seus sonhos e objetivos. Além de cineasta, Eleanor (mãe de Sofia, esposa de Francis Ford) também é escritora e artista.

Em Paris pode esperar temos a protagonista Anne (Diane Lane), vivendo uma divertida e deliciosa roadtrip, após ter uma dor de ouvido e não poder viajar de avião ao lado do esposo,  o produtor Michael (Alec Baldwin). Seu guia por essa jornada, é o galanteador sócio de seu marido, o francês Jacques (Arnaud Viard). Você pode ler mais em Paris pode esperar | Crítica, que fiz para o CinemaSim na época do lançamemto.

Mulheres Divinas

Lançado no 14 de dezembro de 2017, o filme suíço se passa em 1971 e tem como protagonista, a jovem Nora (Marie Leuenberger), casada e mãe de dois filhos, que vive numa pequena aldeia e vê sua vida se transformar após decidir lutar pelo direito do voto feminino. O filme trabalha uma temática importante para as sociedades, as atuais inclusive, considerando todas as lutas que nós mulheres ainda enfrentamos diariamente devido à cultura patriarcal, dosando bem o drama e as cenas cômicas.

O longa foi o escolhido para representar o país na seletiva de filmes estrangeiros do Oscar, porém não conseguiu a vaga, o que não reduz em nada o seu valor enquanto uma obra que cumpre bem a sua função de promover reflexão e entretenimento.

Um dia eu voltaria

Nascido da jornada de uma viajante brasileira, o documentário foi feito e lançado de forma totalmente independente em algumas capitais do país.

Tudo começou após a protagonista Letícia Mello, em 2013 ter passado alguns meses na Tailândia, no Camboja e no Vietnã fazendo trabalho voluntário/troca de trabalho por hospedagem (pra quem já me conhece daqui e lá do Desde Agora, sabe que foi assim que eu vim para a cidade de São Paulo, usando minhas habilidades na troca por um lugar pra ficar) e aquele orçamento bem baixinho que quem é mochileiro conhece bem.

No seu retorno ao Brasil e todas as vivências que mexeram profundamente com ela, letícia decidiu que precisava compartilhá-las com o mundo, e assim ela escreveu e publicou o livro Do For Love, também de maneira independente, usando financiamento coletivo, como fez com o filme.

Após a repercussão e com um desejo de rever aquelas pessoas e locais, junto do cineasta Lucas Bogo, ela retornou e fez dessa nova viagem, um longa no qual podemos viajar junto dela e compreender um pouquinho de realidades tão distantes, distintas e ao mesmo tempo tão semelhantes às nossas.

Eu assisti à segunda sessão feita em São Paulo e pude participar de um bate papo com a Letícia também, e é bem interessante toda a sua trajetória e como a sua mensagem pode ser inspiradora, não só pra se jogar de mala e cuia no mundo, entretanto para também tentar fazer um pouquinho, da forma que você puder, onde você está no momento.

Frances Ha

Embora tenha sido lançado em 2012, foi somente em 2017, na Netflix que pude assistir essa pérola em P&B, chamado Frances Ha, protagonizado e co-escrito por Greta Gerwig, que também em 2017 lançou o seu aclamado, Lady Bird – A Hora de Voar, o qual escreveu e dirigiu.

Como Frances Halladay, ela nos apresenta o cotidiano de uma jovem americana tentando se consolidar na carreira de dançarina enquanto precisa equilibrar necessidades e sonhos, mesmo quando tudo parece estar dando totalmente errado.

Tenho que confessar que no início eu fiquei pensando: “Nossa, tá meio chato isso aqui.”, porém logo fui sendo conquistada pela jovem meio atrapalhada, bem-humorada e de bom coração, que assim como muitos de nós está lutando diariamente para conquistar o seu lugarzinho ao sol.

 

E você, tem alguma sugestão pra essa lista? Deixa nos coments, please!