A Bela e a Fera | Crítica


Extremamente atemporal, o conto “A Bela e a Fera” nasceu na França do século XVIII e a animação feita pela Disney em 1991 foi sem dúvida a adaptação de maior sucesso, sendo inclusive a primeira animação a ser indicada ao Oscar na categoria Melhor Filme. E como uma celebração dos 25 anos do filme, completados em novembro passado, o estúdio expert em contos de fadas nos apresenta agora a sua versão live action dessa encantadora história.
Para aqueles que assim como eu estavam ansiosos pelo resultado, tenho que assegurar-lhes, não há com o que se preocupar, o diretor Bill Condon e sua equipe conseguiram ser extremamente fiéis à animação. É como uma viagem no tempo, é a delicadeza de renovar e enriquecer aquilo que já era em si, mágico e perfeito.
É como a música tema diz: “Um conto tão antigo quanto o tempo

Tão verdadeiro quanto possa ser

Apenas uma pequena mudança

Pequena, para começar

A Bela e a Fera

Sempre os mesmos

Sempre uma surpresa

Sempre como antes

Sempre tão certos

Como o nascer do sol”.

Bela, especialmente através da atuação de Emma Stone evidencia o quanto a personagem é inteligente, forte, independente, destemida, perspicaz, sensível e muito a frente de sua época, de seu povo. Deixando claro que o fato de ela se tornar/ser uma princesa, feminina, não a impede de possuir e exercer todas estas características de sua personalidade. Características que são valorizadas e incentivadas por seu pai, o criativo e doce Maurice (Kevin Kline), na forma como ele a educou e também pela Fera quando passam a conviver. A história que tem como sua maior temática e proposta justamente o fato de se ter um olhar livre de preconceitos, de buscar ver o outro além do que ele aparenta ser, não apenas fisicamente, mais também em suas ações, ressalta ainda mais isso nessa versão.

Dan Stevens faz uma Fera formidável – eu até preferi seus momentos fera 🙂 – , que fala muito mais através do olhar, inicialmente hostil, em alguns momentos um pouco assustado, surpreso, em outros dócil, gentil ou mesmo frágil e amedrontado. Juntos eles conseguem demonstrar conexão, amizade, carinho, respeito para aceitar e amar o outro como ele é, e um amor genuíno, romântico e até mesmo em algum nível fraternal, de quem se preocupa e é capaz de se doar pelo bem-estar do outro.

O personagens transformados em objetos pelo feitiço são uma grande família para a Fera, eles cuidam dele e uns dos outros e também acrescentam humor e diversão para a história, em especial nos diálogos entre Lumière (Ewan McGregor) e Cogsworth/Horloge (Ian McKellen). Outro que traz humor para o filme, porém de uma forma mais ácida é LeFou (Josh Gad), com seu companheirismo e admiração pelo vilão narcisista Gaston (Luke Evans).

É um musical cheio de beleza e encantamento e muitas referências – não somente ao primeiro filme, como também à outras  obras como “A Noviça Rebelde” em uma das cenas que Bela canta -, sem deixar de refletir sobre coisas que realmente valem a pena, como amizade, respeito, sabedoria e a valorização do que você é em oposição ao que você aparenta ser ou tem. Que além de manter todas as canções da versão original, agora em novas vozes, como o belo dueto entre Ariana Grande e Jonh Legend para o clássico tema “Beauty and the Beast”, ainda traz três canções originais, entre elas “How Does A Moment Last Forever” com a magnífica Celine Dion (que foi a responsável junto a Peabo Bryson pelo tema clássico na trilha da animação).

Como não poderia deixar de ser, abaixo além do trailer, deixo também o clipe de Ariana e John, bem como o link para a trilha sonora do longa no Spotify. Aproveitem e não deixem de ir ao cinema a partir desta quinta, 16 de março quando o filme chega às telonas brasileiras.

Título Original: Beauty and the Beast

Lançamento: 16 de março

Direção: Bill Condon

Roteiro: Evan Spiliotopoulos, Stephen Chbosky

Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans

Gênero: Fantasia, romance, musical

Nacionalidade: Estados Unidos

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