A Bruxa | Crítica I


Com um tema sempre em alta nas telas de cinema de todo o mundo, histórias envolvendo temas sobrenaturais sempre causam furor, e é o que tem acontecido com o filme “A Bruxa” que chega aos cinemas Brasileiros na próxima quinta-feira, 03 de março, já com uma grande repercussão, e cercado por muita curiosidade e suspense.

Com direção e roteiro de um estreante Robert Eggers, a história se passa na Nova Inglaterra e recria o momento anterior ao julgamento das Bruxas de Salém, em 1692, inclusive tendo seu início com um julgamento no qual somos apresentados a família do agricultor William interpretado por Ralph Ineson (Guardiões da Galáxia – 2014), nossos protagonistas.

William e a esposa Katherine (Kate Dickie – Prometheus – 2012), são pais de Thomasin (Anya Taylor Joy – Morgan – 2016), Caleb (Harvey ScrimshawOranges and Sunshine – 2010), os gêmeos Mercy (Ellie Grainger) e Jonas (Lucas Dawson) e ainda do bebê Samuel.

Após deixarem a colônia em que viviam, eles vão em busca de um novo lugar para viver, e o local escolhido acaba sendo um vale cercado por uma floresta. Neste momento acontecimentos estranhos começam a se suceder, evidenciando as fraquezas dos personagens e desestruturando o equilíbrio familiar.

Como trata-se de uma família muito temente à Deus, com a fé muito arraigada de Céu e Inferno, onde tudo é pecado e com a visão de um Deus sem compaixão, tudo acaba por nos remeter a esse eterno duelo entre o bem e o mal, Deus e o Diabo, incluindo o nome da jovem Thomasin, uma vez que ele contém a palavra Sin, que em Inglês significa pecado. 

A Bruxa

Assim como a cena da foto acima pode passar a impressão de uma referência à Santa Ceia, deixando bem claro que o inimigo sempre está à espreita, em meio àqueles que deseja corromper ou subjugar, ainda que estes nem façam ideia do que se passa.

Temos em cena uma riqueza de detalhes quanto ao estilo de vida da época, tanto no que tange ao cenário e figurino, com a predominância da cor marrom contrastando com o verde acinzentado da floresta, bem como na  linguagem utilizada, seja na fala ou no gestual. O diretor conseguiu integrar tão bem esse cenário, que ele praticamente se torna um personagem, somando muito ao trabalho bem conduzido e desenvolvido pelos atores.

Há também que mencionar que foram deixadas algumas lacunas e que algumas possibilidades de desenvolvimento do roteiro poderiam ter sido mais exploradas, contudo talvez isso seja um reflexo da perspectiva de uma sequência já vislumbrada pelo criador da obra.

Certamente é uma obra marcante, entretanto um pouco distante do que promete toda essa especulação em torno de seu lançamento e do que podemos ver em seu trailer.

Gênero: Suspense, Terror

Duração: 90 min.

Distribuidora: Universal Pictures

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