A Era do Gelo: O Big Bang | Crítica


Chegou a vez do ´Big Bang‘, e a família do gigante  mamute Manny, o tigre dente de sabre Diego e o preguiça Sid precisam enfrentar as mudanças climáticas no planeta. Enquanto isso a épica perseguição de Scrat pela noz o impulsionou ao universo, onde ele acidentalmente desencadeia uma série de eventos cósmicos que transformam e ameaçam A Era do Gelo. Para salvarem-se, Sid, Manny, Diego e o resto do grupo devem deixar sua casa e embarcar em uma missão cheia de aventura, viajando por novas terras exóticas e encontrando uma série de novos personagens coloridos.ilustra-11-600x350

Em primeiro lugar, o primeiro. O filme original de “A Era do Gelo”, lançado em 2002, na época ainda comandado pelo brasileiro Carlos Saldanha, foi literalmente um tapa na cara da sociedade animadora do cinema.

Ele era inteligente, engraçado, humorado e emocionante, com o apoio de um argumento no qual um grupo de animais selvagens, um bebê voltaria a sua tribo de seres humanos.

Em paralelo, o filme fez parte das breves aventuras do esquilo primitivo Scrat, caracterizado por sua perseguição infrutífera e permanente da maldita noz, que eram um deleite para crianças e adultos.filme2061_f2

Ele também foi o primeiro filme da Blue Sky Studios, uma nova promessa na produção de animação gráfica. A qualidade que o filme tinha deixou tanta água na boca, que a possibilidade de sequencias parecia inevitável. Então filme após filme, “A Era do Gelo” perdeu originalidade, enquanto aumentou gradualmente até mesmo o número de personagens que se unem a família de animais pré-históricos.

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Neste quinto filme da série, os produtores perdem todo o senso de escala em termos de seu script. O que antes era ‘as aventuras do simpático Scrat’, agora corre solta e fora de proporção ao nível cósmico. O comentário é literal, sem qualquer exagero. Determinaram o curso do esquilo obsessivo para o espaço, para dar forma desajeitada no nosso sistema solar e dirigir ao mesmo tempo um acidente monumental que afeta o futuro da terra.

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Nossos heróis originais Manny, Diego e Sid são diluídos entre o resto do elenco volumoso. A sua nova jornada será para tentar impedir a destruição do nosso planeta. Nem mais nem menos.

Com essa premissa, o filme torna-se a mera soma das gags (efeitos cômicos) independentes, que oferecem pouco desenvolvimento da mesma história. Alguns funcionam, outros não. O que não é desprezível é a qualidade da animação e o uso do 3D. Mas isso era o mínimo que poderíamos esperar. A Dublagem para o português continua aceitável, mas a contribuição do youtuber Whindersson Nunes, foi o trabalho mais mal feito que eu já pude testemunhar em nossas dublagens.

Aparentemente, este é o primeiro filme da gelada franquia que já não tem o numeral no seu título em português, e é muito difícil imaginar que ele consiga ao menos ver a poeira de sua atual concorrente animada “Dory”, mas há uma luz!, as crianças certamente não vão ligar para nada disso, e sem dúvida vão adorar ver mais uma vez o esquilo desajeitado aprontando em sua busca incansável pela noz (ele ainda consegue nos fazer rir).

Elenco: Vozes na versão dublada: Márcio Garcia, Diogo Vilela, Tadeu Mello, Vinicius Nascimento.
Na versão original de: Chris Wedge, Denis Leary, Drea de Matteo, John Leguizamo, Queen Latifah, Ray Romano, Jennifer Lopez, Jeremy Renner, Wanda Sykes, Drake, Seann William Scott.
Direção: Steve Martino e Mike Thurmeier
Gênero: Aventura, Animação
Duração: 100 min.
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Orçamento: US$ 150 milhões.

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