A Morte Lhe Dá Parabéns | Crítica


Um repórter (Bill Murray) de televisão que faz previsões do tempo vai a uma pequena cidade fazer uma matéria especial sobre o celebrado “Dia da marmota”. Pretendendo ir embora o mais rapidamente possível, ele inexplicavelmente fica preso no tempo, condenado a vivenciar para sempre os eventos daquele dia. Não há dúvida de que esta comédia, lançada em 1993 e dirigida por Harold Ramis é um modelo e uma referência. Também não é de admirar que, 24 anos depois, continua a ser inspiradora.

Um tributo direto a franquia ‘Pânico’, é a nova proposta do diretor e roteirista americano Christopher Landon, intitulado, muito explicitamente, Happy Death Day, ou para nós ‘A Morte Lhe Dá Parabéns’.

O longa conta a história de uma jovem mulher que é assassinada e fica presa em um ciclo vicioso entre vida e morte. Ela deve resolver o mistério de seu próprio assassinato, ressuscitando várias vezes até descobrir quem foi o responsável pelo crime. Só quando ela compreender o que causou sua morte, pode conseguir escapar de seu destino trágico.

O filme aproveita de clichês de tomada de vida para produzir um passeio alegre pelo Halloween, com muito mais risadas do que arrepios. Ele também usa sua premissa suficientemente interessante para ter o seu assassino bem escondido.

Jessica Rothe, que interpretou Alexis, um dos personagens secundários de La La Land, é a heroína desse enredo aqui batizada de Tree Gelbman, que além da comédia de Bill Murray e da franquia Scream, também se inspira em ‘No Limite do Amanhã’, um filme com Tom Cruise cuja missão foi descobrir, pelo método de tentativa e erro, e tentar novamente, a forma de derrotar uma raça alienígena agressiva e avançada.

Para aumentar horror e delírio do público, não importa o que ela faz ou em quem ela confia, um assassino mascarado com uma faca, bastão de beisebol ou carro em alta velocidade, entre outras armas criativas, a encontra e faz de tudo para que ela não sobreviva para ver um novo amanhecer. Assim, além de se tornar uma pessoa melhor a cada volta, a loira já começa a acordar sem uma ressaca paralisante e uma memória de seu último embate.

Christopher Landon acerta em muito momentos e ele também é ajudado imensamente por Rothe, que dá uma performance vencedora como um personagem que tradicionalmente seria morto no primeiro rolo, e se transforma em uma sobrevivente resistente astuta.

O filme também deve seu mérito ao roteirista Scott Lobdell, que recria a cada volta uma espécie de “caminhada da derrota” de maneira totalmente diferente, horas momentos de pânico, horas de total alegria. Mas se engana quem pensa que apesar de todas as voltas da personagem, ela não corre risco de vida. É justamente por isso que Tree precisa acabar com esse ciclo, pois eu tempo pode acabar a qualquer momento. E se n for pra explicar o motivo desse loop que seja para acabar com ele a tempo.

Em fim esse é um filme que você, amante do terror tem que assistir, aqui temos suspense, comédia e o mais importante, diversão. Vale a pena a sua passada no cinema.

Data de lançamento 12 de outubro de 2017 (1h 36min)
Direção: Christopher Landon
Elenco: Jessica Rothe, Israel Broussard, Charles Aitken mais
Gêneros Terror, Suspense
Nacionalidade EUA

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