Nota:

Data de lançamento 31 de janeiro de 2019 (1h 24min) Direção: Svyatoslav Podgayevskiy Elenco: Efim Petrunin, Nikita Elenev, Igor Khripunov Gêneros Terror, Romance Nacionalidade Rússia
3.0

Apresentado como um filme de terror, “A Sereia” ensina como a água pode ser perigosa, não importa onde você esteja. O filme de origem russa, pisa nos cinemas das Américas e mergulha o espectador em uma espécie de thriller místico.

Esse é o quarto longa de Svyatoslav Podgaevskiy. Longe de apresentar sereias sangrentas ou assustadoras, o filme conta a história de Roma (interpretado por Efim Petrunin), que vai relaxar com alguns amigos numa casa na floresta e se torna vítima de uma “Sereia” obcecada por vingança. Com um amuleto da ninfa aquática, ele acorda na margem do lago e volta para casa com sua namorada Marina. Lá ele começa a alucinar.

Na tentativa de torná-lo mais interessante – ou por falta de orçamento e CGI – o personagem da sereia aparece em poucas ocasiões e assim a água desenvolve seu próprio conceito: serve como uma sugestão pavorosa em momentos-chave, perigosos e cheios de tensão. De qualquer forma, a sereia, embora raramente apareça, acaba deixando o espectador em uma situação confusa, não sabemos o que ela é, uma vez que essa tem aparência humana e não tem a cauda característica nem sua música celestial hipnotizante, desta vez a frase ” você me ama? substitui o famoso canto.

O filme consegue um grande numero de sustos provocados por som em primeiro plano (isso acaba ficando chato com o caminhar da história), as atuações não se destacam como deveriam, e o roteiro se apresenta muito previsível.

O único rosto conhecido é o de Viktoriya Agalakova ( Marina ), que já foi visto em outro projeto do diretor ” The Bride “, depois dela, eles são apenas novos rostos e longe dos filmes de terror.
O longa, poderia ir mais fundo na origem dos personagens, até mesmo sobre a própria sereia, pois apresenta uma breve descrição dela, e certamente não diz muito.

Esse é um filme que lhe promete muito, caso você dê um salto e mergulhe na história, mas não é bem isso que acontece. Embora às vezes ele te encha de perguntas, o filme consegue responder com sutileza a todas elas, só não sabemos se isso é o suficiente.