Aliados | Crítica 2


Com uma proposta que evoca o tema e estilo da velha Hollywood, o diretor Robert Zemeckis apresenta um romance peculiar durante a Segunda Guerra Mundial.

A atração entre um oficial canadense no serviço da Grã-Bretanha (Brad Pitt) e uma agente da resistência francesa (Marion Cotillard) é forjada com sangue e fogo em uma imprudente e possível missão suicida.

O conflito se intensifica a partir da possibilidade de que ela é na verdade uma espiã alemã e quais seriam as consequências dessa descoberta. Nesse sentido, o ritmo e suspense são trabalhados  de forma precisa e eficaz, apesar da sua conclusão só levar a duas possibilidades.

Em termos de produção, Aliados é luxuoso. A partir da fotografia preciosa de Don Burgess (Forrest Gump), a recriação da época, a direção de arte, até o deslumbrante figurino assinado por Joanna Johnston (Lincoln).

Mas apesar de todos estes elementos, não resulta tão cativante como ele deveria ser. Zemeckis parece apostar muito mais numa técnica formidável, que em um maior desenvolvimento das relações entre os seus dois personagens principais.

Há pontos relevantes. A ambiguidade moral em tempos de guerra; A definição dos limites da lealdade e as fronteiras entre o dever profissional e vida pessoal.  Mas Pitt e Cotillard não conseguem inflamar a sua paixão como esperávamos. O que alguns chamam de “química”, aqui não acontece.

Data de lançamento 16 de fevereiro de 2017 (2h 05min)
Direção: Robert Zemeckis
Elenco: Brad Pitt, Marion Cotillard, Jared Harris mais
Gêneros Suspense, Romance, Histórico
Nacionalidade Eua
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