Better Call Saul |Crítica 2ª Temporada


Desde a primeira temporada acompanhamos as aventuras de Jimmy Mcgill (Bob Odenkirk) em sua jornada  até se tornar o advogado mais pilantra, engraçado e amado da televisão. E o fato de sabermos como a série vai acabar é um elemento que aumenta, e muito, a curiosidade. E é justamente aqui que que o trabalho de Vince Gilligan se mostra, ele tem total controle da sua criação e sabe como conduzir a história retirando e colocando elementos que, em algum momento, sabemos que será relevante. Outro elemento que marca é o trabalho de cores, seguindo Breaking Bad, as cores aqui são usadas da mesma forma, fica clara a identificação com a série que originou esse spin off.Bob Odenkirk as Jimmy McGill - Better Call Saul _ Season 2, Episode 9 - Photo Credit: Ursula Coyote/AMC

Nessa temporada acompanhamos a ascensão de Jimmy, sua entrada num grande escritório de advocacia com todos os bônus que isso trás, mas fica claro desde o primeiro momento que aquilo não se encaixa. sua forma não “ortodoxia”  de trabalhar vai de encontro ao que é feito em qualquer escritório de advocacia. E aqui temos a tensão dessa temporada, ele consegue tudo o que quer, prova ao irmão e ao seu par amoroso Kim Wexler (Rhea Seehorn), que merece um lugar como advogado responsável. Mas aquilo não o completa, e aqui fica o elogio a forma como ele arma o esquema para ser demitido, além de muito inteligente, é uma maneira divertida que caracteriza mais o personagem. Aqui mais uma vez fica o elogio a Bob Odenkirk, ele construiu um personagem odiável, que não conseguimos odiar. Jimmy tem um carisma que ganha a todos, apesar de suas ações repreensíveis. O modo como ele mexe as mãos, usa a voz, faz caras e bocas quando quer enganar alguém é quase mágico, são os momentos de ouro.

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Contudo todas as ações de Jimmy tem consequências. Seu modo pilantra não o deixa ileso. Apesar de conseguir tudo o que busca, ele sempre pagará o preço da conquista (algo muito presente em Breaking Bad).

Better Call Saul, foto 2

Mas Jimmy divide a série com outro personagem importante, Mike Ehrmantraut (Johnathon Banks) – um dos meus personagens favoritos em Breaking Bad. Continuamos aqui acompanhando a luta de Mike para dar uma vida melhor a neta e a viúva de seu filho. Sentindo-se claramente culpado pelo que houve com primogênito, ele não exita em enfrentar o cartel de droga mexicano, mesmo jurando a si mesmo não matar ninguém. Inteligente, sagaz e com uma capacidade de antecipar a ação dos que estão ao seu redor, o seu arco dramático nessa temporada é tenso e complexo, melhorando um personagem que já era bom. E muito se deve a precisa interpretação de Johnathon Banks, minimalista ela aumenta o nosso interesse em qual será o próximo passo de Mike. Suas feições neutras deixam o personagem mais intrigante, sendo sempre uma surpresa.

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A segunda temporada de Batter Call Saul é melhor que sua primeira temporada, mais complexa e com um final que nos deixa apreensivos e ansiosos pelos próximos episódios. Esperemos.

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