Caçadores de Emoção | Crítica


Utha (Luke Bracey) é um jovem apaixonado por esportes radicais que após um acidente trágico decide ingressar no FBI e lá depara-se com roubos incomuns que só poderiam ser cometidos por amantes de esporte radicais. Incumbido de investigar essa gangue, ele acaba se infiltrando e ganhando a confiança do líder Bodhi (Edgar Ramírez)

point-break

Com roteiro de Kurt Wimmer (um remake e um filme de 1991 com Keanu Reeves e Patrick Swayze) a sua melhor definição é: confuso. Há a tentativa frustrada de juntar as ações da gangue com uma filosofia desenvolvida por um oriental ídolo dos esportes radicais, contudo os atos ficam no vazio, não há conexão entre a filosofia e a ação. A pretensão era criar uma amizade entre Utha e Bodhi, contudo isso não acontece, a dupla não evolui o bastante para podermos sentir os dois personagens realmente conectados. E não é só isso, há diálogos que parecem ter saído do pior livro de auto ajuda.

Com direção de Ericson Core, o filme é focado em belas cenas de ação. E soube que todas elas foram filmadas de modo real, ou seja tudo que vemos na tela foi pra valer, sem efeitos visuais. O que é uma grande pena pois nem elas se salvam, demoram demais, ficam massantes e talvez nem os amantes dos esportes radicais gostem. o ritmo não ajuda, preguiçoso e usando saídas convenientes que só corroboram para piorar um roteiro sem muita lógica. E ainda há um romance que poderia ser melhor explorado, contudo ele é apenas usado de modo superficial para tentar dar impacto numa cena especifica, que acaba perdendo todo o sentido.

054845.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx

Quanto aos atores: Luke Bracey constrói um personagem sem nenhum carisma, não nos importamos com as ações dele, é vazio. Edgar Ramírez faz o antagonista enigmático e decidido, sempre está muito a frente do seu opositor e apesar das motivações nebulosas e atos questionáveis, convence, dentro do possível. Teresa Palmer é Samsara, o par romântico de Utha que é pouco explorado, contudo ela desempenha bem seu papel. Ray Winstone faz o ajudante inglês Pappas, caricatural e forçando a voz o personagem é dispensável, funciona apenas como mero auxiliar sendo convenientemente usado quando necessário. Delroy Lindo  faz o chefe de Utha, que acredita na sua teoria sobre a gangue e se mostra completamente perdido, é uma interpretação funcional.

P-PointBreak

Caçadores de emoção é mais um dos remakes dispensáveis. Ironicamente, sem emoção, com uma história mal desenvolvidas e cenas massantes, o que salva são as belos cenários que, aposto, dará vontade a qualquer um conhecer.

Elenco: Edgar Ramirez – Bodhi, Luke Bracey – Utah, Ray Winstone – Pappas, Teresa Palmer – Samsara, Matias Varela – Grommet, Clemens Schick – Roach, Tobias Santelmann – Chowder

Direção: Ericson Core

Gênero: Ação

Distribuidora: Warner Bros.

Estreia: 28 de Janeiro de 2016

Nota: [yasr_overall_rating size=”medium”]

 

Previous Pai em Dose Dupla |Crítica
Next Leonardo DiCaprio é escolhido melhor ator de 2016 no 22º SAG

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *