The Breakdown

Título Original: Caffè Lançamento: 02 de agosto Direção: Cristiano Bortone Roteiro: Cristiano Bortone, Matthew Thompson Gênero: Drama Elenco: Hichem Yacoubi, Dario Aita, Fangsheng Lu, mais Nacionalidade: Itália, Bélgica, China
6.0
Pros
História
Cons
-

Três países, três pessoas e um olhar através do café que é o elo que conecta essas histórias, explorando como é a relação de cada um dos protagonistas com essa bebida, fruto, fonte de renda entre tantas outras posições que ele, o café  pode ou não, ocupar na vida de cada um.

Para acordar, para relembrar, para reviver, o café tem uma infinidade de potenciais a serem explorados, e para aqueles que se permitem, pode ser uma viagem e tanto. O mesmo que ocorre conosco, afinal, assim como cada um, o que provavelmente não imaginamos é que o café e seu sabor é determinado pelos detalhes que integram cada um dos momentos em sua trajetória até o encontro conosco, com nossos lábios. Ao ver o nome, não imaginava que o filme iria abordar essas perspectivas por trás de algo que hoje nos é tão comum, tão corriqueiro,  o hábito de tomar o famoso cafezinho. Mas não é apenas isso.

Seu sabor intenso, amargo muitas vezes resguarda acontecimentos os mais diversos possíveis, que permeiam famílias, culturas, perdas, conquistas e muitas questões que possivelmente nunca chegaremos a descobrir. E é a partir dessas possibilidades que o filme se desenrola, levando-nos a desvendar pela ótica de três personagens algumas das principais fases, passando pelo plantio, colheita, transporte e armazenamento até o consumo final.

O que para alguns pode significar uma vida, sonhos de crescimento e realização financeira, para outros pode ser um ritual nostálgico para se reaproximar daqueles que já não estão mais por perto, enquanto para outros ainda pode ser a ligação com um passado e suas lembranças dolorosas. É interessante observar como cada relação se dá, se transforma e reflete na vida de cada um. Também é curioso como é feito esse paralelo entre o que está visível, o que vai sendo revelado mediante aproximação e o que por mais que se aproxime talvez nunca fique claro.

Há também um paralelo de como cada um nessa cadeia sucessória é valorizado tanto quanto o valor que o café tem naquele ponto de sua história. Ou seja, aqueles que lidam diretamente com a planta, o fruto e os produtos nos quais se desdobram não ganham tanto quantos as indústrias e seus executivos.

Café, um drama de sabor amargo, forte e marcante como um bom café tem que ser. E estará a partir dessa quinta (02-08) em cartaz nos cinemas brasileiros.

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