Cantando de Galo | Crítica


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Data de lançamento: 11 de agosto de 2016 (1h 38min)
Direção: Gabriel Riva Palacio
Elenco: Omar Chaparro, Maite Perroni
Gênero: Animação
Nacionalidade: México
Nota do filme:
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Parece que a animação Latino Americana ainda não conseguiu encontrar um meio termo entre as propostas independentes, geralmente se financiam com muito sacrifício, e seus produtos são sempre baseados em outras obras, em sua maioria a influência é sempre o modelo americano.

O trabalho dos irmãos Gabriel e Rodolfo Riva Palácio nunca passou de uma ingenuidade bem-intencionada que buscava zombar dos clichês sobre caricaturas mexicanas. O filme “Cantando de Galo” fecha uma trilogia que abriu com um filme ‘Ovos’ de 2006, e continuou com ‘Outro Filme de Ovos e uma Galinha’ de 2009.

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Enquanto o primeiro ofereceu uma animação tradicional 2D, o segundo incluiu detalhes e fundos em 3D. O novo filme é um exercício de CGI (totalmente 3D) 100% destinada ao mercado norte-americano.

A história nos apresenta o protagonista Toto, um jovem galo que é o menor de todos na granja. Ele tem o sonho de se tornar o grande galo da fazenda. Mas quando um fazendeiro ameaça destruir o seu lar e a sua família, Toto e seus amigos partem em uma viagem para encontrar um treinador que possa ajudá-lo a defender seu lar da falência, ao mesmo tempo em que vivem uma grande aventura.

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Utilizando de paródias referentes a grandes personagens do cinema, a animação abusa desnecessariamente da receita cômica. No decorrer dos acontecimentos podemos, por exemplo, claramente perceber a presença do Poderoso Chefão (1972), Rocky (1976) e Karate Kid (1984). E para você entender que eles realmente abusaram, ainda temos Harry Potter, Superman e Homem Aranha, a lista é claro, não acaba por aqui.

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Apesar das influencias temos uma animação de qualidade mediana, que vezes, não consegue sincronizar-se a interpretação do dublador, se sustenta com um roteiro um pouco confuso que introduz alguns humanos de maneira inconsistente.

Sem piadas originais, talvez seja difícil agradar parte até mesmo do público infantil. Mas nem tudo no filme é tão péssimo, exceto dois ratos que aparecem para piorar um pouquinho.

A trilha sonora por sua vez suspira um destaque, e até faz uma releitura bacana do clássico tema de Rocky Balboa em um ritmo bem latino, mas como disse, mais uma paródia.

Um personagem em especial me chamou a atenção, talvez o melhor de todos, esse foi o ‘Patin Patán’, um ovo de pato órfã que tenta ajudar o galo protagonista a vencer uma Rinha de Galo. Com movimentos bruscos e exagerados o Ovo rouba a cena, mas dessa vez a sua dublagem é que não acompanha a vitalidade do personagem.

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E o terceiro ato nos garante o mínimo de diversão, com a melhor cena de aventura do filme, quando Toto precisa provar a sua bravura para todos os animais e alimentos da fazenda.

Mas isso é tudo, e é realmente uma pena ver que ainda precisamos ser mais originais e acreditar em nossas próprias referências.