Crítica | Aaron Eckhart expulsa demônios no filme “Dominação”


Os filmes com a temática de exorcismos e terror estão cada vez mais frequentes e passam por uma ótima fase, temos visto boas produções nesta área, como “Invocação do Mal” (2013) e “Sobrenatural” (2011) ambos de James Wan.

E seguindo esta linha, “Dominação” traz uma ótica diferente do exorcismo, o protagonista da história, Dr. Ember (Aaron Eckhart) não segue a tradição, e utiliza-se de um método quase que cientifico para livrar os possuídos.

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Ember consegue entrar no subconsciente da vítima e acordá-la da ilusão criada pelos espíritos malignos (demônios) baseada num trauma ou desejo, aonde ele consegue manipulá-la. Ao acordá-la, também a livra do espírito obsessor.

Em paralelo, ao mesmo tempo em que busca libertar os outros das possessões, Ember busca a entidade “Maggie”, responsável pelo trágico acidente que vitimou a sua mulher e filho e o deixou em uma cadeira de rodas.

A direção é do canadense Brad Peyton, que dirigiu “Terremoto: A Falha de San Andreas” (2015), ele consegue prender a atenção do espectador, juntando dois assuntos interessantes, os mistérios da mente humana e o universo sobrenatural.

Incarnate

Mas comete uma falha primordial nos filmes do gênero, a trama segue sem cenas de suspenses e não assusta, o roteiro é bem previsível (disso deixa a desejar). E não tem uma trilha sonora de impacto, aliás, ela passa bem despercebida.

A revelação de “Dominação” fica por conta da interpretação de Eckhart (em cartaz também em Sully – O Milagre do Rio Hudson), vemos um personagem sólido e dramático, bem construído.

Título original: Incarnete.

Elenco: Aaron Eckhart, Carice van Houten, Catarina Sandino Moreno.

Ano: 2016
Duração: 91min.

Direção: Brad Peyton.

Gênero: Terror.

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