Crítica – Amor que transcende barreiras


A princípio este filme tem tudo para ser apenas uma comédia romântica besteirol, água com açúcar, para preencher uma tarde chuvosa. Ledo engano, o filme já começa a surpreender no início, quando apresenta os dois protagonistas que vivem em mundos completamente diferentes.

Dirigido por Brin Hill, que já assinou de A Batalha do Ano (2013) e A Luta por um Ideal (20 e escrito por Joss Whedon conhecido pelos filmes “The Avengers – Os Vingadores” (2012) e por séries como “Buffy: A caça-vampiros”, “Angel: O caça-vampiros”), o romance descreve a história de amor sobrenatural de Dylan (Michael Stahl) e Rebecca (Zoe Kazan) que estão ligados através de uma conexão mental/telepática desde a infância, eles conseguem ver e ouvir a realidade do outro, como se habitassem a mesma mente.

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Rebecca, é a esposa de um renomado médico, vive uma relação sem brilho, sem entusiasmo e mora num luxuoso apartamento em Connecticut. Apesar da falta de amor em seu casamento, Becca leva uma vida bastante confortável. Já Dylan, amarga um recomeço como ex-presidiário e mora num trailer no meio do deserto no Novo México e trabalha em um lava-jato. Apesar da vida totalmente oposta Dylan e Becca estão sempre juntos, e um sente e compartilha dos sentimentos do outro. Até que em um momento a sua comunicação ultrapassa o campo das sensações e eles conseguem falar um com o outro, como se estivessem em uma ligação. Becca e Dylan conseguem se conectar mentalmente um com o outro, como se estivessem compartilhando da mesma mente, através do pensamento.

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Então, eles passam a dividir as suas rotinas, e experiências, passam a se conhecer melhor, sem mentiras ou intrigas e passam a viver uma relação de entrega verdadeira. Um permite que o outro se releve como realmente é, e se apaixonam. A química entre eles é incrível, natural e soa como início de namoro onde  os casais vão se conhecendo, o clima flui e você acaba torcendo para ver os dois juntos no final.

Amor que transcende barreiras também surpreende pelos cenários e paisagens belíssimas, o filme é gravado em dois estados americanos opostos, contrapõe muito bem as diferenças sociais entre as realidades dos personagens.

Sem falar da trilha sonora que embala a história de amor do filme com canções estilo folk music. Além de deixar uma mensagem para aqueles que acham impossível viver um amor não presencial, o relacionamento de Dylan e Becca é construído à distância, sem envolvimento ou contato físico. E prova que querer realmente é poder!

Outro brilho a mais do longa é a atriz Zoe Kazan, que desenvolve a personagem com muita naturalidade e transparência. Zoe tem se revelado como uma atriz e roteirista bastante talentosa, ela já tem em seu currículo o roteiro do filme “Ruby Sparks – A Namorada Perfeita”. Em contrapartida, a atuação de Michael Stahl-David poderia ser um pouco mais enérgica, e deixar transcender os sofrimentos e frustações do seu personagem.

Ou seja, o filme é composto pelos ingredientes principais para uma boa história de amor: trama, trilha sonora e boas atuações. Vale a pena conferir!

Veja o trailer:

Ficha Técnica: Gênero: Comédia, romace, drama. Direção: Brin Hill. Roteiro: Joss Whedon. Produção: Michael Roiff, Joss Whedon. Ano: 2014. Duração: 1h45min. Elenco: Zoe Kazan, Michael Stahl-David , Nikki Reed , Steves Harris , Jennifer Gray.

Por: Larissa Vidal