Rogue One – Uma História Star Wars | Crítica


Jyn Erso (Felicity Jones) ainda criança foi afastada de seu pai Galen, pois este é fundamental para a construção da super arma do império, a estrela da morte. Criada pelo amigo de seu pai Saw Gerrera (Forest Whitaker), teve que aprender a sobreviver desde os 16 anos. Jyn é resgatada da prisão imperial pela aliança rebelde e aceita participar da missão para ter acesso a mensagem enviada por seu pai a Guerrera, com a promessa que no final seja libertada.

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Antes de mais nada quero dizer que, como fã, este foi o filme que sempre quis ver da saga Star Wars e ainda guardo a esperança de ver algo parecido sobre as guerras clônicas. Sigamos.

Com roteiro de Chris Weitz, Tony Gilroy e colaboração de Gary Whitta nos é apresentado uma história que se encaixa perfeitamente no universo Star Wars. É em sua essência um filme de guerra onde um esquadrão encara uma missão suicida, sem os Jedis já tão costumeiros, contudo, de alguma forma eles estão, presente. Afinal, estes fazem parte do núcleo de toda saga. Mas o roteiro vai além, somos apresentados a uma realidade mais crível da rebelião. Nem sempre todas as suas atitudes são louváveis, isso torna toda aquela realidade, por mais fantástica que seja, plausível, humana, fazendo com que tenhamos mais empatia pelos personagens. Há também disputas sobre a estrela da morte e quem ficará afinal de contas com os louros da sua construção. Isto movimenta o filme de forma interessante e põe mais complexidade as ações. E Apesar da história de Jyn ser o ponto de partida para acompanharmos toda essa saga, ela compõe a história e nunca toma para si o protagonismo.

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Gareth Edwards, como diretor, sabe muito bem o que está fazendo. Ele resgata a atmosfera da saga clássica de um modo muito preciso, quase cirúrgico, ao mesmo tempo que consegue trazer novos elementos que harmonizam com tudo o que conhecemos. Com um ritmo cadenciado, aos poucos a história vai acelerando e consegue envolver o espectador. Ele é hábil em mostrar o drama envolvido na guerra e as consequências dela. As piadas presentes são feitas no momento certo e não atrapalham em nada a ação. A opção de misturar animatrônicos, que dá um efeito de peso muito bom, e efeitos especiais é balanceada de forma a não parecer plastificada aquela gama de criaturas.

Quanto ao Elenco, Felicity Jones entrega uma Jyn que no início pensa apenas em sobreviver, sem interesse nenhum em política (é compreensível tendo em vista tudo que já se passou com ela), mas aos poucos vai se envolvendo com a causa, não medindo esforços para ajudar. Diego Luna, o Capitão Cassian Andor, faz um rebelde que desde muito novo já se depara com a guerra. E é visível seu incômodo em tomar atitudes repreensíveis, mas necessárias. Donnie Yen (Chirrut Imwe) e Jiang Wen (Baze Malbus) fazem uma dupla que se completa, o primeiro é cego e sensitivo à força, o segundo, cético e “porradeiro”. Destaque para as cenas de luta de Yen, são espetaculares. Ele consegue encarnar a sabedoria Jedi. Alan Tudyk dá vida ao K-2SO (robô imperial reprogramado) ele é uma mistura de C3-PO com Marvin de Guia dos mochileiro das Galáxias, com um humor ácido e piadas bem colocadas é um personagem enriquecedor. Ben Mendelsohn faz o personagem mais interessante, o Diretor Orson Krennic é completamente leal ao império não medindo esforço para conseguir destaque na hierarquia. O ator trás uma interpretação bem dosada de um vilão que tem muito a perder, seu modo de andar e falar impõe respeito. Forest Whitaker é o Saw Gerrera, extremista e paranóico, ele vê apenas na luta e na crueldade a esperança para derrotar o império.

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Fica aqui a menção especial a participação de Darth Vader. E é emocionante vê lo na ativa. Em Rogue One, entendemos o motivo de Vader ser tão temido. Uma sequência em especial vai fazer qualquer fã se arrepiar.

Fica aqui um protesto, o letreiro amarelo deveria aparecer no começo, fez falta!

Rogue One é um filme que consegue se inserir na saga Star Wars de forma perfeita. Trazendo elementos já conhecidos de maneira diferente. Feito para fãs, mas sem dúvida vai ganhar também aqueles que nunca viram nenhum filme da franquia.

Rogue One: Uma História Star Wars
Ano:2016
Genero: Ficção científica/Ação
Duração: 2h 13m
Direção: Gareth Edwards
Música composta por: Michael Giacchino
Fotografia: Greig Fraser
Roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy
Produção: Kathleen Kennedy, Allison Shearmur, Simon Emanuel
Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Mads Mikkelsen, Alan Tudyk, Riz Ahmed, Jiang Wen, Forest Whitaker, Peter Cushing

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