Crítica | Santa Clarita Diet


Santa Clarita Diet é a mais nova série de comédia da Netflix que estreou nesta última sexta-feira (03), aproveitando a febre dos mortos-vivos, o seriado aborda a temática de uma forma diferente e inusitada, não envolve transformações nem mordidas, e muito menos um apocalipse.

A trama é simples, traz o casal de corretores de imóveis Sheila (Drew Barrymore) e Joel (Timothy Olyphant), eles são pais da adolescente Abby (Liv Hewson) e vivem no pacato subúrbio de Los Angeles, Santa Clarita.

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Tudo estava indo bem, até que Sheila passa mal e coloca para fora uma quantidade absurda de vômito (muito nojenta por sinal), e uma bola avermelhada em formato de almôndega. Ela morre e retorna sem pulso, se sentindo totalmente diferente, e muito mais viva do que antes (trocadilho da série).

A nova Sheila transforma a rotina da família, que tenta aceitar e conviver com esta realidade. Confuso, Joel preocupa-se em manter a esposa alimentada e achar uma “cura” enquanto a filha do casal rebela-se matando aulas e caçando novas aventuras.

Com tiradas sarcásticas e com bastante humor ácido a série mostra a dificuldade de uma morta-viva coexistir entre os seres humanos, visto que ela se alimenta deles. Além do impasse alimentar, Santa Clarita Diet remete bastante ao clima de “Desperate Housewives”, um lugar calmo e bonito, mas repleto de segredos e acontecimentos macabros.

Em evidência, também, a carismática convicta Drew Barrymore que arrasa nas cenas cômicas e Olyphant, ambos surpreendem pela excelente química em cena.

Para um seriado de humor, com episódios bem curtos, Santa Clarita Diet cumpre o seu papel, diverte, é descontraída e criativa, uma boa opção diante das novidades da Netflix.

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