Crítica – Uma mulher Fantástica


No drama Uma Mulher Fantástica, do chileno Sebastián Lelio, conhecemos a história de Marina (Daniela Vega), uma mulher trans, que luta numa sociedade preconceituosa, aonde o diferente não é aceito nem entendido, para ser ela mesma.

Marina vive um relacionamento sério com Orlando (Fernando Reyes), um homem mais velho, empresário e bem sucedido, que morre de maneira repentina. Além de ter que lidar com o luto pela perda de seu grande amor, Marina enfrentará a fúria da família de Orlando, os policiais, que levantam suspeitas de assassinato e os médicos. Todos a tratam de forma desrespeitosa e humilhante.

O pesadelo começa, e vemos Marina, destruída, ser atacada por todos os lados, perder a estabilidade física e emocional. Os encontros com os familiares de Orlando seguem repletos de humilhações e constrangimentos, e ela é banida do direito de se despedir do amado, expulsa do apartamento e perde até a cadela.

Mas apesar de todo o drama, e tristeza que estampam a tela, o filme é bonito, e sensível na medida certa. Um dos momentos mais marcante do filme é quando Marina luta para manter-se de pé diante de uma forte ventania, que aumenta gradativamente, ela se inclina e consegue ficar firme na tormenta. Metáfora incrível que retrata a vida, não importa o que você seja ou esteja enfrentando, sempre encontraremos dificuldades e obstáculos.

O filme foi exibido no Festival de Cinema de Berlim 2017, e levou o Urso de Prata de Melhor Roteiro, e já é visto como um possível indicado ao Oscar 2018 como Melhor Filme Estrangeiro.

Título original: Uma Mujer Fantástica
Direção: Sebastián Lelio
Roteiro: Sebastián Lelio, Gonzalo Maza
Produção: Juan de Dios Larraín, Pablo Larraín, Sebastián Lelio, Gonzalo Maza
Gênero: Drama
País: Chile
Ano: 2017
Duração: 104 minutos
Elenco: Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco, Aline Küppenheim.

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