Crítica | Vida


Mais que em alta, a temática vida fora do Planeta Terra, é uma das questões mais perseguidas pela humanidade, de fato “Estamos mesmo sozinho no universo?”. Cheio de referências de filmes anteriores, Vida, o novo longa de Daniel Espinosa, que estreia hoje (20) nos cinemas de todo o país, responde a essa pergunta.

Um time formado por seis cientistas, vividos por Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds, Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Ariyon Bakare, e Olga Dihovichnayaa, a bordo de uma estação espacial internacional (ISS), recebe uma carga especial contendo fragmentos da terra de Marte, e ao serem analisadas descobrem a presença de uma célula vida.

A princípio a descoberta do organismo é celebrada, e festejada em torno do Planeta Terra com muita alegria, e até é nomeada de Calvin. E a trama segue com a análise detalhada deste ser recém descoberto. Até que um acidente na câmara de contenção, solta o extraterrestre na espaçonave e libera o pânico entre os tripulantes.

Apesar do filme ter um bom elenco, não vemos nenhuma atuação brilhante, os personagens são superficiais e as suas personalidades e afinidades são secundárias, e o foco do longa é conter a ameaça extraterrestre. A trilha sonora e a fotografia também estão apagadas, em comparação aos outros longas do gênero como Gravidade ou Passageiros, Vida não mostra muito do ambiente no espaço sideral, as cenas se restringem aos compartimentos internos da  ISS.

No mais, o filme de Espinosa é com certeza um mix de diversas referências e elementos de clássicos do gênero, como Alien – 8° Passageiro, e O Predador, mas apesar de esbarrar em um clichê e não apresentar nada de novo, deixa a mensagem clara, o instinto de sobrevivência é forte em ambas as espécies e todos lutam pela vida.

 

 

Título Original: Life

Direção: Daniel Espinosa.

Elenco: Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds, Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Ariyon Bakare, e Olga Dihovichnayaa.

Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick.

Ano: 2017.

 

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