Crítica | Wi-Fi Ralph: Quebrando a Internet


The Breakdown

Data de lançamento: 3 de janeiro de 2019 Direção: Rich Moore & Phil Johnston Elenco: John C. Reilly, Sarah Silverman, Gal Gadot e mais Gênero: Animação Nacionalidade: EUA
8.0

Já se passaram seis anos desde que Ralph ajudou a corredora Vanellope von Schweetz a cruzar a linha de chegada de seu jogo, Corrida Doce, reiniciando-o e fazendo com que a garota reassumisse o seu posto de princesa após o vilão Turbo, sob o disfarce do Rei Doce, tê-lo usurpado. Como recompensa, Ralph, o antagonista do clássico jogo Conserta Félix Jr. agora é adorado por todos e construiu uma verdadeira amizade com a nanica Vanellope.

No entanto, com o passar do tempo, a agitada corredora está fatigada com a sua rotina e sonha com novas aventuras. Seu amigo, então, tenta ajudá-la criando um novo atalho em uma de suas pistas, mas a ideia dá errado e acaba inviabilizando o jogo. Quando o Sr. Stan, dono do fliperama onde estão ambos os jogos dos personagens, decide não consertá-lo por falta de dinheiro, o Corrida Doce e todos os seus personagens ficam ameaçados de serem desligados para sempre.

Coincidentemente, o senhor havia decidido investir em tecnologia na sua loja, com a instalação de internet para os clientes. Aproveitando-se disso, Ralph e Vanellope embarcam em uma nova aventura no mundo digital para tentar consertar o jogo e fazer com que tudo volte ao normal. Lá, os amigos acabam se tornando celebridades cheia de likes e se deparam com inúmeras novidades, incluindo o jogo Corrida do Caos, liderado pela bela Shank, que apresenta a Vanellope novas possibilidades para a sua paixão por correr.

“Wi-Fi Ralph”: o grandão e Vanellope agora se aventuram pela Internet (Foto: Divulgação/Reprodução Internet)

Wi-Fi Ralph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet: Wreck-It Ralph 2, dir. Phil Johnston & Rich Moore, 2018) chega com a promessa de abrir o ano com muita diversão e na tentativa de superar o seu antecessor, lançado em 2012. A tarefa é difícil, mas se o novo filme não consegue superar Detona Ralph (Wreck-It Ralph, dir. Rich Moore), ao menos se iguala a ele.

No primeiro, a graça era entrar no universo dos videogames através daqueles personagens, ver as suas interações e explorar as possibilidades. A junção com a internet, nesse novo filme, abre novas possibilidades e é interessante ver como tudo é adaptado para o cinema.

A famigerada barra de buscas do Google, por exemplo, ganha vida na forma do personagem TudoSabe, um indivíduo excêntrico que quase não consegue controlar a sua ansiedade em ajudar as pessoas, mesmo que elas não reconheçam o seu esforçado trabalho. Há também os chatos pop-ups, aquelas janelinhas com propagandas que vivem aparecendo conforme navegamos pela internet. Aqui, ganha destaque o agitado Spamley, que ajuda Ralph e Vanellope em sua jornada.

Nova aventura, velhos amigos: personagens do primeiro filme retornam para a continuação

Ao contrário do primeiro filme, não há um personagem-vilão; na nova história, o vilão é o próprio medo dos personagens: Ralph, primeiro pela possibilidade de não consertar o jogo de Vanellope e, depois, de perder a amiga; e Vanellope, de tomar um próximo passo na sua jornada e se livrar do marasmo em que se encontra. Para enfrentar os seus medos e salvar a sua amizade, os amigos percorrem todos os cantos da internet, passando por vídeos de animais fofinhos, tutorias de maquiagem, reacts, unboxings, caindo até mesmo na obscura Deep Web. Tem de tudo um pouco.

O filme ainda conta com participações ilustres de personagens como o acelerado Sonic; os Stormtroopers, de Star Wars; Bisonho, o burrinho da turma do Ursinho Pooh; Buzz Lightyear, de Toy Story; Groot, dos Guardiões da Galáxia; e, é claro, as princesas da Disney, dentre outros, em cenas divertidíssimas.

 

Vanellope em meio às princesas da Disney: uma das melhores participações especiais do novo filme

Wi-Fi Ralph: Quebrando a Internet é, mais uma vez, sinônimo da Disney garantindo a diversão da criançada — e dos adultos também— no começo do ano. Ah, e não corra para a saída ao final do filme: a cena pós-créditos vale muito a espera.

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