Nota:

Título Original: Deadpool 2 Lançamento: 17 de maio Direção: David Leitch Roteiro: Ryan Reynolds, Paul Wernick, Rhett Reese, Rob Liefeld, Fabian Nicieza Gênero: Ação, comédia, aventura, Elenco: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin, Julian Dennison, Zazie Beetz Nacionalidade: Estados Unidos
9.0
Pros
Enredo, atuações, referências, trilha sonora.
Cons
-

Apesar de todo o hype e já estar em São Paulo na época do lançamento de Deadpool em 2016, eu só fui assistir o filme no Telecine Play no fim do ano passado. Gostei muito, embora eu não seja muito desse humor mais debochado como é o dele, entretanto sei que funciona muito bem, até em pessoas como eu.

Também preciso confessar que não era lá uma fã do trabalho do Ryan Reynolds, e isso antecede o Lanterna Verde, na real vem de alguma comédia romântica lá do início dos anos 2000. Entretanto com A Proposta que ele estrelou ao lado da Sandra Bullock – que eu gosto tanto – ele começou a mudar um tiquinho a minha visão sobre ele, e agora com o lançamento de Deadpool 2, o qual eu tive a chance de ver algumas cenas antes – embora não pudesse comentar nada sobre até o fim do embargo que seria já após a nossa cabine de imprensa e estreia nos Estados Unidos, ambas no dia 14 -, durante a passagem da Morena Baccarin pelo Brasil – o que ao meu ver iria comprometer um pouco a minha experiência – posso dizer que ele conquistou o meu respeito e admiração pelo e como conseguiu se superar.

E imagino que para Ryan essa também é considerada uma virada interessante em sua carreira, levando em conta que ele viveu uma jornada de mais 10 anos até a realização do primeiro filme e a conquista do controle criativo para o segundo filme, que ao meu ver agregou e muito para a sequência,  provavelmente garantindo mais filmes na franquia.

Ryan encontrou um tom muito peculiar para o seu personagem, é uma trama interessante, embora bem simples, que ganha pontos pelo ritmo, boa execução nas cenas, muitas e muitas e muitas referências ao longo de seu desenvolvimento – ponto inclusive que ele deve se atentar, pois tem uma linha bem tênue aí, da qual ele ficou muito próximo, que é de ir para o excesso, ainda que o perfil já seja para a demasia – e a quebra da quarta parede mais uma vez colaborando intensamente para uma boa conexão com o público.

E mesmo com o meu receio mencionado acima, eu consegui ser surpreendida e me divertir muito durante a sessão, especialmente depois do primeiro terço de filme. É possível ver uma evolução na relação dele com Vanessa (Morena) e consigo ao longo da sessão, e percebe-se que foi algo já bem delineado no primeiro.

Assim como aconteceu no primeiro, e creio que também seja uma das grandes influências no sucesso do longa-metragem, mesmo com todas as observações positivas feitas acima, as campanhas de divulgação são um grande diferencial da franquia, alimentando uma rivalidade com Logan/Wolwerine (Hugh Jackman) e por trazerem o personagem para mais perto de nós e ainda por inserir artistas inesperados, como foi, ao menos para a minha pessoa, a entrada de Celine Dion para a trilha com a bela Ashes mas não de uma maneira tradicional, e sim colocando-a no contexto Deadpool de ser, com irreverência e boas referências.

Mais do que um bom filme de herói/anti-herói, Deadpool 2 é a consolidação de uma forma cativante de fazer filmes, na qual nos mostra que rir de si mesmo já é um ponto para sair na frente diante das adversidades. E é exatamente isso que Ryan deve está fazendo, transformando seus “fracassos” em piada e construindo a partir deles novas narrativas, tanto no cinema quanto na vida.

Não deixem de assistir até os créditos, pois cada detalhe foi muito bem pensado e fará uma boa diferença na sua experiência no cinema. Sim, pois trata-se de um filme que merece ser assistido na tela grande.

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