Death Note | Produtor fala um pouco sobre as acusações de embranquecimento no filme


Desde Ghost in the Shell, muito tem se falado sobre embranquecimento (ou whitewashing) no cinema — quando um personagem de outra etnia acaba sendo interpretado por um branco. A adaptação de Death Note também foi acusada de fazer isso e falando ao BuzzFeed, o produtor Roy Lee disse que não é o caso:

Eu entenderia as críticas se a nossa versão fosse ambientada no Japão e trouxesse personagens japoneses ou descendentes de japoneses. É uma interpretação daquela história numa outra cultura, então temos de mudar algumas coisas. Algumas pessoas vão gostar, outras não. Um protagonista é asiático, o outro é negro e outros três são brancos. Falar sobre embranquecimento é ofensivo.

A adaptação tira a história do Japão e traz seus elementos principais para Seattle, nos Estados Unidos.

Para Lee, o que a nova versão de Death Note está fazendo é o mesmo que ele fez com O Chamado em 2002, quando pegou a base de Ringu, um filme japonês, e trouxe para a realidade americana, trocando alguns elementos chaves da narrativa.

O elenco conta com Nat Wolff (Light Turner), Keith Stanfield (“L”), Margareth Qualley (Mia Sutton), Paul Nakauchi (Watari) e Shea Whigham (James Turner). Além disso, Willem Dafoe será o dublador de Ryuk.

Death Note conta a história de Light Turner (Light Yagami no mangá original), um estudante do ensino médio que encontra um caderno capaz de causar a morte de alguém apenas escrevendo o nome da pessoa e pensando no rosto dela. Entretanto, todo esse poder sobe à cabeça do jovem e ele começa uma caçada conta aqueles que julga indignos de viver..