Dunkirk | Crítica


Home, o peso de uma palavra que representa esperança, abrigo, segurança e nesse caso mais especificamente sobrevivência. Em “Dunkirk”, obra incrivelmente assombrosa e magistral do diretor Christopher Nolan, que também é o responsável pela adaptação em um roteiro original baseado em um acontecimento real, somos mergulhados da cabeça aos pés de forma ridiculamente insana num momento tão marcante e decisivo da Segunda Guerra Mundial, que ficou conhecido como Operação Dínamo.

A jornada do longa se inicia com centenas de milhares de soldados ingleses e aliados cercados de um lado por forças inimigas e de outro pelo mar que dificulta o acesso ao Reino Unido, visto que o inimigo não estava apenas em terra, como também no mar e nos ares tentando fazer com que se rendessem. A Marinha Britânica envia alguns navios, porém o acesso à praia é dificultado pelos frequentes ataques, bem como pela falta de um porto. Da mesma maneira aviões de combate da RAF – Força Aérea Real Britânica – assumem o combate ao inimigo no céu sobre o Canal da Mancha, na tentativa de proteger os soldados indefesos na praia. Como uma possível solução para o resgate de seus soldados, o governo britânico decide convocar civis e seus barcos para auxiliar na desesperada ação de resgate, arriscando suas vidas numa corrida contra o tempo para salvar mesmo que uma pequena fração de seu exército. Naquela praia haviam mais de 400 mil homens e as chances de conseguirem resgatá-los a cada segundo iam se reduzindo e aterrorizando à todos, inclusive nós espectadores.

Nolan de modo impressionante nos impõe aquela realidade, não há como não se conectar, se transpor do seu próprio tempo e espaço para aquele criado por ele. É um filme grandioso, que humaniza a guerra, que explora a fragilidade do ser humano diante daquilo que o assusta, oprime e consome. É um filme que constrói desde o seu primeiro minuto um estado crescente de tensão, medo e comoção através da trilha poderosa de Hans Zimmer – já reconhecido por grandes trilhas como as de “Gladiador”, franquia “Piratas do Caribe”, “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, entre muitos outros.

Uma das características mais interessantes do longa é que acompanha diversos personagens em paralelo, não querendo criar como há de costume um grande herói que salva à todos, todo o processo é na verdade um trabalho em equipe, em que cada uma dessas pessoas contribuem da maneira que conseguem e elas não estão livres do medo, de cometer erros e de arrependimentos, afinal elas não são máquinas insensíveis. Dunkirk nos mostra que o grande poder de uma nação é o seu povo, que uma guerra sempre causa muitas perdas e deixa incontáveis cicatrizes.

Abaixo, além do trailer, deixo também um vídeo sobre os bastidores das filmagens e ainda um vídeo com a trilha sonora.

 

Título Original: Dunkirk

Lançamento: 27 de julho

Direção: Christopher Nolan

Roteiro: Christopher Nolan

Elenco: Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James D’Arcy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance e Tom Hardy

Gênero:  Ação, drama

Nacionalidade: EUA, França, Reino Unido, Holanda

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