Dupla Explosiva | Crítica


Humor é tudo na vida, já diz o ditado. E parece que Ryan Reynolds encontrou aí o seu caminho, afinal esse modelo açãohumorácidorabugento tem dado muito certo pra ele, especialmente após Deapool. Em Dupla Explosiva, longa que estreia no próximo dia 31/08, junto à Samuel L. Jackson, ele se sai muitíssimo bem.

Eles são respectivamente Michael Bryce um guarda-costas – classe AAA, como ele mesmo diz – que precisa proteger seu antigo inimigo, o perigoso assassino Darius Kincaid, que no momento é uma preciosa testemunha da Interpol contra o ditador da Bielorussia, Vladislav Dukhovich vivido por Gary Oldman, e precisa chegar vivo até o julgamento para depor e garantir a condenação do tirano.

O longa se transforma numa roadtrip problemática para os personagens e divertidíssima para quem assiste, uma vez que Kincaid está sempre provocando Bryce e não perde uma oportunidade de tirá-lo do sério. Enquanto o personagem de Ryan quer planejar e controlar cada detalhe, o de Samuel segue agindo por instinto, quebrando tudo e todos que se colocam no caminho dos dois. É também por todos os atritos que vão se somando diante das adversidades, que eles vão aparando as arestas desta relação conflituosa e vão quebrando as barreiras que foram construídas e alimentadas em todo esse tempo em que se cruzaram, já que sempre estavam em lados opostos, um tentando matar o outro, quando agora precisam se proteger para que possam salvar outros.

Enquanto são obrigados à conviver, vão descobrindo características interessantes da personalidade um do outro, inclusive que essa saga representa uma chance de estarem novamente com as mulheres que amam. Kincaid por ter aceitado um acordo para testemunhar e livrar a esposa Sonia – interpretada maravilhosamente por Salma Hayek – da prisão, sendo que ela foi presa em uma prisão de segurança máxima por seu relacionamento com ele, e Bryce para reatar com Amelia Roussel (Elodie Yung), uma agente da Interpol que liderava a missão de levar Kincaid a salvo para a Corte Internacional da Justiça em Haia, onde Dukhovich estava sendo julgado, que quando foi atacada e se viu numa emboscada decidiu colocá-lo sob a proteção de seu ex-namorado.

É um roteiro sem muitas complicações, que explora muito suas cenas de ação, com muita perseguição, tiros, agressões físicas e explosões, mesclando suas questões mais dramáticas com um certo humor. Os dois protagonistas conseguem equilibrar bem os altos e baixos e conduzir os espectadores com eles, tonando a ida ao cinema muito divertida, especialmente nas cenas musicais em que ambos cantam. Inclusive a trilha sonora que está ótima e repleta de grandes sucessos de nomes como Bonnie Tyler, Whitney HoustonLionel Richie e ainda Nobody Gets Out Alive cantada por Samuel L. Jackson no filme já está no Spotify.

Título Original: The Hitman’s Bodyguard

Lançamento:  31 de agosto de 2017 

Direção: Patrick Hughes

Roteiro: Tom O’Connor 

Elenco: Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson, Gary Oldman, Salma Hayek, Elodie Yung

Gênero: Ação, comédia

Nacionalidade: EUA

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