Escape Room | Crítica


The Breakdown

Data de lançamento: 7 de fevereiro de 2019 Direção: Adam Robitel Elenco: Taylor Russell, Logan Miller, Deborah Ann Woll e mais Gênero: Suspense Nacionalidade: EUA Duração: 99 min
7.0

Os escape rooms têm se popularizado há algum tempo. O jogo consiste em trancafiar um grupo de pessoas em uma sala onde, juntos, devem descobrir pistas e desvendar charadas para que, ao final do período de uma hora, consigam vencer o desafio e escapar. Caso contrário, sucumbem ao fim da narrativa escolhida, que costuma variar imensamente. O que se mantém mesmo é o mistério, a busca e o medo, ainda que infundado, de ficar preso em uma dessas salas para sempre.

É esse jogo que os personagens enfrentam em Escape Room, estreia do último dia 7. Zoey Davis (Taylor Russell, Perdidos no Espaço), Ben Miller (Logan Miller, Com Amor, Simon), Jason Walker (Jay Ellis, Insecure), Mike Nolan (Tyler Labine, Tucker e Dale Contra o Mal), Amanda Harper (Deborah Ann Woll, True Blood) e Danny Khan (Nik Dodani, Atypical), seis completos estranhos, recebem uma misteriosa caixa que, ao ser decifrada, expele um convite para participar de um jogo de escape room. Com uma recompensa de 10 mil dólares no horizonte, os jovens decidem aceitar o convite, apesar do mistério que o cerca.

Logo em sua primeira missão, os jogadores quase são queimados vivos. Ainda são congelados, jogados em um abismo e envenenados, tudo sem um motivo muito claro. Não demora muito para que percebam que não estão participando de uma simples brincadeira, mas de uma disputa real por sobrevivência.

Do diretor dos suspenses A Possessão de Deborah Logan (The Taking, 2014) e Sobrenatural: A Última Chave (Insidious: The Last Key, 2018), o novo longa de Adam Robitel, com história de Bragi F. Schut, roteirista de Caça às Bruxas (Season of the Witch, 2011), parece uma mistura das séries Jogos Mortais (Saw, 2004) e O Albergue (Hostel, 2005) com O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods, 2011). A história é interessante e consegue manter o espectador grudado na cadeira pelo suspense, trazendo jogos desafiantes e bem pensados, embora perca o fio da meada nos momentos finais, justamente quando todas as explicações são dadas. Afim de se salvar, acrescenta uma pitada trash que acaba mantendo o bom entretenimento, de uma forma ou de outra.

O final ainda é deixado em aberto, desenhando um caminho para uma possível continuação. Se depender do impacto nas bilheterias para que isso aconteça, a sequência já é praticamente certa: com orçamento de 9 milhões de dólares, Escape Room já arrecadou quase 110 milhões de dólares ao redor do mundo em seu primeiro final de semana.

Confira o trailer legendado:

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