Especial Planeta Dos Macacos | Do início ao fim


Dessa vez ficamos responsáveis pela matéria de Capa da nossa parceira revista Cine Magazine, e agora você pode conferir todos os detalhes dessa grande saga que é “Planeta dos Macacos“.

Uma das muitas razões pelas quais ‘Planeta dos Macacos’ é uma das franquias favoritas do público, é que, apesar de vários filmes e séries, feitas por diferentes profissionais, a mensagem principal manteve-se: a humanidade tem falhado como uma espécie dominante e fomos ao colapso absoluto. É um conceito deprimente, e com ‘Planeta dos Macacos: A Guerra’, o diretor Matt Reeves nos leva ao seu momento mais sombrio, fechando uma das melhores trilogias de estilo moderno.

Planeta dos Macacos (1968)

O filme é estrelado por um dos maiores atores do cinema, Charlton Heston, que interpreta o astronauta George Taylor numa expedição, a fim de provar que para os astronautas o tempo passava de forma diferente. Ele e seus companheiros caem num mundo desconhecido, dominado por macacos que escravizam seres humanos primitivos, sem conseguir falar devido a um ferimento na garganta, George tenta fugir do jugo dos símios. O primeiro filme da franquia é baseado no livro do escritor Francês Pierre Boulle, e o seu final talvez seja a primeira grande revelação no cinema, sendo lembrado até hoje.

De Volta ao Planeta dos Macacos (1970)

 A continuação se passa logo após o primeiro filme, quando o astronauta Brent (James Franciscus) é enviado para resgatar George Taylor. Após encontrar ‘Nova’, a companheira de George, Brent acaba preso pelos macacos, e é alertado a não falar para não ser alvo da curiosidade dos cientistas. Conseguindo fugir, ele encontra um grupo de humanos super inteligentes que tem poderes telepáticos e adoram uma bomba atômica como Deus. Charlton Heston tem uma participação pequena no filme por exigência do próprio ator que não queria ficar preso a um personagem.

Fuga do Planeta dos Macacos  (1971)

O longa trás os símios Cornelius (Roddy McDowall), Zira (Kim Hunter) e Milo (Sal Mineo), na nave de George, que foi consertada por eles antes dos acontecimentos do filme anterior. Ao chegarem em Los Angeles nos anos 70, são presos e levados ao zoológico. Com medo de virarem alvos de estudos científicos, os mesmos que aconteciam com humanos em sua terra natal, eles evitam falar. Contudo, quando Milo é morto por um gorila (dizem que o ator pediu para sair da produção, pois não suportava a maquiagem), Zira acaba revelando essa habilidade, e conta sobre o destino da terra, o que põe o casal de símios como inimigos da humanidade.

A Conquista do Planeta dos Macacos (1972)

A história se passa numa outra linha de tempo, 20 anos após o filme anterior. Onde um vírus dizimou todos os animais de estimação, restando apenas o macaco que é usado para este fim. Eles acabam sendo forçados a trabalhos escravos e em paralelo o filho de Zira e Cornelius está vivo e sob a guarda de um dono de circo Armando (Ricardo Montalban). Quando Armando acaba sendo morto, para se defender, César (Roddy McDowall) lidera uma guerra contra os seres humanos. Este é considerado o filme mais violento da série.

Batalha do Planeta dos Macacos (1973)

Em 2001, 10 anos após os acontecimentos do último filme, César (Roddy McDowall) comanda os macacos e os humanos que, após tantas guerras que quase destruíram o mundo, tentam viver em harmonia. Contudo o gorila general Aldo (Claude Akins), acha que os humanos devem ser mortos ou escravizados pelos símios. E após o contato de César com humanos sobreviventes em uma cidade subterrânea, estes passam a tramar contra os símios. Desencadeando assim mais uma guerra entre as raças.

Planeta dos Macacos (2001)

Estrelado por Mark Walberg e dirigido por Tim Burton, não é na verdade um remake, mas uma reinterpretação do filme lançado em 68. Nessa história o astronauta Leo Davidson (Mark Walberg) tenta salvar seu parceiro de trabalho, o chimpanzé Pericles, que se perdeu numa tempestade eletromagnética, e acabou indo parar em um mundo dominado por macacos inteligentes que escravizam os humanos. Com a ajuda de ‘Ari’ uma símio, e ‘Daena’ a humana, que acabam fazendo um triângulo amoroso, Davidson lidera uma revolta contra os macacos. Contudo eles terão de enfrentar o exército macaco comandado pelo temido general Thade (Tim Roth)

O Planeta dos Macacos: A Origem (2011)

Essa história se passa antes do domínio dos símios. Will Rodman (James Franco) é um cientista que pesquisa a cura de uma doença degenerativa que acomete seu pai (Will Rodman). E ele acaba desenvolvendo a droga ALZ-112 que se mostra positiva ajudando ao pai e aumentando o Q.I em macacos. Depois de uma série de incidentes, César (Andy Serkis), que é filho de uma chimpanzé usada nas experiências, revolta-se contra os humanos pela maneira com que os símios são tratados, rouba a droga desenvolvida e aplica nos macacos, começando assim a guerra entre as espécies. O destaque especial vai para a tecnologia de captura de movimentos, dando maior fisicalidade aos símios.

Planeta dos Macacos: O Confronto (2014)

Dez anos após os acontecimentos do último filme, O vírus que torna os macacos inteligentes, está matando os humanos. Os dois grupos vivem separados, mas quando os humanos precisam acessar um gerador hidrelétrico em uma barragem dentro do território símio, César (Andy Serkis), líder dos macacos, decide ajudá-los para evitar o confronto. Contudo enfrenta resistência interna do seu primeiro tenente o bonobo Koba (Toby Kebbell), que ressentido pelos maus tratos sofridos na época em que era cobaia, vê a chance de dizimar os enfraquecidos humanos.

Planeta dos Macacos: A Guerra

Este novo capítulo se passa dois anos após sequência anterior, e vai nos levar ao mundo do primeiro filme. Quando o exército chega a Los Angeles, César (Andy Serkis) se vê obrigado a enfrentar as tropas comandadas pelo impiedoso coronel (Woody Harrelson) que pretende acabar com os símios. E apesar dos esforços na tentativa de conciliação, ao deparar-se com o tamanho das baixas que seu povo sofreu, César entende que é chegado o momento dos macacos se unirem e enfrentarem os humanos, mesmo que isso resulte na extinção de uma das raças. Nesse embate, não apenas a sobrevivência das espécies está ameaçada, mas também o futuro do planeta.

Dirigido e co-escrito por Matt Reeves (diretor de Planeta dos Macacos: O Confronto), este capítulo fecha a trilogia da origem do planeta dos macacos. E tem sido bem recebido tanto pela crítica especializada quanto pelo público, atingindo no Rotten Tomatoes (site americano especializado em críticas, informações e novidades sobre filmes, séries, curtas-metragens e vídeos musicais) o índice de 94% de aprovação pela crítica e 87% do público até a publicação desse texto.

Apesar de ter seu lançamento adiado por três semanas no Brasil. Antes marcado para o dia 13 de julho, os fãs da franquia se mostraram animados e ainda mais ansiosos pelo desfecho. Para essa espera, uma grande rede exibidora (Cinemark), inclusive realizou uma maratona especial em São Paulo, com direito a cenários e efeitos especiais para tornar única a experiência de assistir o último filme da saga.

Outro presente para os fãs são as diversas referências aos filmes originais da saga. Em ‘A Guerra’, a mais clara citação ficou por conta da aparição de uma criança. Cavalgando com Maurice (Karin Konoval) e César, esta jovem menina se chama ‘Nova’, a mesma personagem interpretada pela atriz ‘Linda Harrison’ em ‘Planeta dos Macacos’ e em ‘De Volta ao Planeta dos Macacos’. Essa jovem é a ligação mais forte entre os novos filmes com os originais, mas no novo longa também existem diversas referências e easter eggs.

Destaque para o apuro técnico da captura de movimento que a cada filme aprimora-se, deixando os macacos digitais com expressões que os fazem muito mais críveis e cheios personalidade, transparecendo assim todo o trabalho realizado por atores como Andy Serkis, um já especialista nesse tipo de técnica. O macaco ‘César’ continua a redefinir o desempenho na tela na era digital. Suas expressões faciais e linguagem corporal são precisamente reproduzidas, é impossível dizer onde a arte termina e começa o artifício pós-produzido pela empresa de efeitos especiais.

Essa ambiguidade tem sido a fonte de muita controvérsia no mundo do cinema. Uma campanha de 2011 por parte da 20th Century Fox tentou fazer com que Andy Serkis, fosse nomeado para um Oscar como Melhor Ator Coadjuvante por ‘Planeta dos Macacos: A Origem’, mas acabou não convencendo a academia, nem outros grupos importantes de que a interpretação de captura “não é diferente” de qualquer outro tipo de atuação. Mas enquanto o reconhecimento esperado não vem, Serkis mostra que toda essa perfeição só é possível, graças ao seu preparo cênico e corporal, treinando diferentes movimentos, e atuando de uma forma que traz um equilíbrio entre o lado humano e o animal. A medida exata que Matt Reeves procurava, declarando inclusive que Andy Serkis seria o melhor ator com quem ele já houvera trabalhado.

A atriz americana Karin Konoval também retorna no papel de Maurice, o leal orangotango assessor de César. Para aprimorar a sua personagem, Karin também visitou um grande zoológico, e observou discretamente por muito tempo, como esses animais reagem aos humanos.

‘Planeta dos Macacos: A Guerra’ tem sido considerado por alguns, um dos melhores filmes do ano, emocionante e até crítico, podendo ser conferido desde 3 de Agosto nos cinemas do Brasil.

Curiosidades:

1- Em ´Planeta dos Macacos: O confronto’ Alexander (Kodi Smit-McPhee) entrega um livro a Maurice, essa publicação é intitulado Black Hole, de Charles Burns. A obra que fala sobre uma doença sexualmente transmissível, traz uma premissa com uma série de semelhanças com o filme.

2-Alguns personagens foram batizados em homenagem ao Planeta dos Macacos original. Dentre eles Maurice, o agradável orangotango foi batizado em referência ao ator ‘Maurice Evans’, que deu vida ao orangotango ‘Dr. Zaius’ no filme original. Cornelia, vivida por ‘Judy Greer’ foi batizada em homenagem a Cornelius, o chimpanzé interpretado por ´´Roddy McDowall no clássico de 1968.

3-Segundo Andy Serkis (César) longas filmagens externas em trajes de capturas de movimentos, deixa os atores que interpretaram macacos tão fedorentos, que eles evitavam se aproximar de outras pessoas durante as filmagens.

4-Apesar de participar indiretamente do segundo filme da nova trilogia, por meio de uma gravação de vídeo, ‘James Franco’ não teve nenhuma relação com o projeto, tampouco sabia que sua imagem seria usada na continuação. O vídeo em questão foi feito nas gravações do primeiro filme. E Franco não chegou em um acordo para retornar na sequência, por ter exigido um cachê além das possibilidades do estúdio.

 Planeta dos Macacos: A Guerra estreou dia 10 de julho de 2017 nos cinemas