Esquadrão Suicida | Crítica


Data de lançamento: 4 de agosto de 2016 (2h 10min)
Direção: David Ayer
Elenco: Cara Delevingne – Magia, Margot Robbie – Arlequina, Jared Leto – Coringa, Scott Eastwood – Capitão Bumerangue, Will Smith – Pistoleiro, Viola Davis – Amanda Waller, Adewale Akinnuoye Agbaje – Killer Croc, Jay Hernandez – Chato Santana/El Diablo
Gêneros: Ação, Fantasia
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E é chegada a hora do veredito final para a nova aposta da Dc. Foram meses de expectativa para receber o que poderia ser uma chacoalhada nos escudos dos Vingadores da Marvel.

Para dirigir o Esquadrão Suicida o escolhido foi o David Ayer, que já provou capacidade de criar personagens rudes, mas cativantes: desde a criação do detetive Alonzo Harris em seu primeiro roteiro solo (Dia de Treinamento) para o cinema (filme em que Denzel Washington levou o Oscar de Melhor Ator em 2002). Agora a DC recebe Ayer para transformar os vilões em “Heróis” em um filme que ele mesmo escreveu e que reuniu um seleto grupo de contraventores, com a participação especial do próprio Joker.

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No filme o governo Norte Americano ordena o recrutamento dos piores criminosos para uma extraordinária missão, que visa acabar com uma entidade  visivelmente impossível de se derrotar. É justamente isso que o governo precisa, de bandidos não têm nada a perder. Mas será que estes estão realmente dispostos a arriscarem suas vidas em nome da lei?

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Desde o momento que avistamos a logo da Warner Bros, praticamente identificamos o tipo de mundo para onde seremos transportados: cheio de psicodelia e trilha sonora brutal. Logo o filme não perde tempo e imediatamente começa a introduzir os personagens, um por um, com flashbacks de seus passados. Embora, é claro que nem todos os personagens recebem este tratamento, porque enquanto o Pistoleiro (Will Smith) e a Arlequina (Margot Robbie) tem seus passados bem desenvolvidos, outros membros do esquadrão, como o Crocodilo, Boomerang ou Katana, são apenas pincelados.

Naturalmente, os flashbacks da Arlequina também se tratam da apresentação do Coringa, nos confirmando que enquanto Heath Ledger desempenhou a versão anarquista do personagem, Jared Leto nos dá um gangster psicopata sensual e loucamente apaixonado. No entanto, é importante notar que a sua participação é apenas para mover alguns pedaços de história e mudar o ritmo do nosso esquadrão. Não espere um papel consistente que seria capaz de ser comparado com as versões anteriores (ainda). Devemos sim torcer para vê-lo no filme solo do Batman, e só então constatar o potencial de Jared Leto.

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Will Smith e Joel Kinnaman assumem os seus papeis de uma forma natural, Viola Davis dá um espetáculo vivendo uma personagem poderosa e destemida, Karen Fukuhara (Katana) e Jay Hernandez (Diablo) que também está nos cinemas como o Pai Solteiro da comédia ‘Perfeita é a Mãe’, nos surpreendem com momentos badass, mas quem rouba a cena é Margot Robbie, pois ela consegue encarnar sua personagem com muito carisma e humor, especialmente para contar o amor eterno pelo Coringa, que vai desde a esquizofrenia à nostalgia, em apenas um piscar de olhos coloridos.

Sem dúvida a trilha sonora agora mita como nunca mitou, ajudando a compor toda a atmosfera (pop/crazy/destruidora) dos dias na prisão e das noites na cidade. Certamente, uma área altamente explorada com grandes clássicos de vários gêneros. Para se ter uma ideia, você pode ouvir alguns hits bem conhecidos dos Rolling Stones, Nirvana, Kanye West, Eminem e os artistas. E tudo isto na primeira hora de filme.

Os dois primeiros atos do filme são originais e estão cheios de personagens e situações únicas, no entanto, tal como seria de se esperar, a originalidade foi levada ao limite, o filme envia os seus esforços no sentido de uma zona de conforto. Inclusive depois de um momento os vilões nos apresentam o mesmo grau e forma de “ameaça” que já vimos antes em filmes como ‘O Homem de Aço’, ‘Os Vingadores’ e até nos ‘Caça Fantasmas’ (Quando assistirem saberão o que quero dizer).

Em Corações de Ferro, David Ayer conseguiu reunir um grupo único de diferentes personalidades e nos fez sentir a claustrofobia de uma “família” em um tanque, mas em Esquadrão Suicida, não senti com consistência a aliança do grupo como uma união fraterna de fato, Isto parece acontecer repentinamente e é um dos seus principais pontos fracos.esquadraosuicida_18

Certamente Esquadrão Suicida viverá naturalmente no universo cinematográfico da DC, mesmo que seja absolutamente mais divertido e mais leve do que o Batman Vs Superman: A origem da justiça. Alguns personagens da Liga da Justiça aparecem para contribuir no desenvolvimento da história e é emocionante vê-los, até mesmo para uma participação fugaz. No entanto, o Esquadrão poderia ter oferecido muito mais originalidade e explorar lugares que não foram vistos nos filmes do gênero, mas, aparentemente, eles decidiram apostar pelo seguro e deixar os prisioneiros jogar sozinhos no quintal de Arkham.