Fomos convidados para a Pré-estreia da comédia dramática ‘Não Se Aceitam Devoluções‘, e em meio ao assédio dos fãs, batemos um papo bem descontraído com ‘Leandro Hassum‘. Seu novo filme é um remake de um longa mexicano (No se aceptan devoluciones), que surpreendeu ao fazer muito sucesso fora de suas fronteiras. Agora, prometendo uma nova experiência para o público do Brasil, Hassum espera agradar a toda a família com uma história divertida e comovente.

Veja nossa Crítica de ‘Não Se Aceitam Devoluções’

CS: Assim como o diretor André Moraes, que é músico, produtor musical, e ainda atua você também se divide escrevendo, produzindo, atuando. Como isso agregou à dinâmica de trabalho, considerando que os dois são muito ativos e multitalentosos?

Hassum: Acho que o fundamental, é que o diretor ache graça em mim, que ele se divirta comigo, pra que ele possa me dar o espaço para o improviso, que eu sou um comediante muito conhecido pelo meu lado de improvisar, de ter ideias na hora, e se eu não tiver um diretor que admire esse tipo de trabalho, isso acaba criando uma barreira, mas graças a Deus eu tive a sorte de quase sempre trabalhar com esse tipo de profissional. Eu e o André somos fãs um do outro e isso ajudou bastante.

( fotos Daniel Pinheiro / AgNews )

Também tivemos Laura Ramos, que é a nossa participação internacional, uma talentosa atriz que também pegamos uma cumplicidade muito grande, ela ria de mim e isso é muito importante, a química tem que ser perfeita, com a Manuela Kfouri então nem se fala, eu fiquei quase da idade dela.

Eu percebo que muitos filmes que fazem sucesso fora, não tem o mesmo resultado aqui, porque o público não se identifica com aquela realidade.

CS: Você tem feito muitos filmes, com lançamentos recentes como Malasartes e Dona Flor, que inclusive você também esteve em Salvador lançando. Já surgiu o desejo de também estar na direção além de ser o protagonista?

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Hassum: Sim, eu já estou um pouco nesse caminho. Em alguns filmes que virão eu já estou participando da co-direção, e em breve quem sabe, eu assine uma direção de um filme meu,  mas isso, na hora que achar que eu tô apto e capaz de fazer.

CS: No filme você é um pai bem protetor e que ao mesmo tempo dá asas para as aventuras de Emma. De que maneira também ser pai de uma menina, a Pietra, que agora já é uma jovem, te inspirou a compor esse personagem?

Hassum: Sim, com certeza me inspirou, eu sou um ‘paizão’, minha filha hoje já é uma mulher, são 19 anos né? mas para mim ela continua um bebê, não está cabendo mais no colo porque eu tô meio frouxo (risos), mas se eu pudesse carregava no colo ainda. Sou protetor e preocupado, assim como o personagem.

CS: E porque fazer a adaptação de uma obra lançada tão recente, como é o caso de uma Família de dois?

Hassum: Olha!, eu moro nos Estados Unidos, e a gente vê que os americanos riem de piadas diferentes, assim como os mexicanos tem um humor diferente, e mesmo os franceses tem um tempo distinto de contar a história, e eu acho que é importante ter uma versão brasileira, no sentido de tropicalizar essa história. Eu percebo que muitos filmes que fazem sucesso fora, não tem o mesmo resultado aqui, porque o público não se identifica com aquela realidade. E o espectador tem até um certo pré-conceito com melodrama mexicano, eu gosto muito, mas sei que existe essa barreira. Acho também que a comédia tem aproximado o brasileiro do cinema nacional, e eu me orgulho muito de fazer parte desse movimento.

Confira o convite de Hassum:

Uma Família de Dois | Crítica