Festa da Salsicha | Crítica


Vários blockbusters de Hollywood falharam nos últimos meses. Você pode encontrar todos os tipos de explicações, uma vez que o público perdeu o interesse em certos tipos de franquias, essas, talvez por não arrecadarem dinheiro suficiente foram condenadas a extinção, antes mesmo de encerrar a sua saga.

Mas o mercado de animação nos deu grandes alegrias, muitas vezes rendendo mais que grandes produções. Trabalhos inteiros feitos no computador que vem emocionando e inspirando vidas. No entanto,  acredito que esse não vai ser o legado de ´Festa da Salsicha’.

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A história se passa no interior de um supermercado, lá, os alimentos acreditam religiosamente que as pessoas são deuses. Eles vivem sonhando com o dia em que serão escolhidos e serem levados para suas casas, onde pensam que viverão felizes para sempre. Mas os coitados nem suspeitam que serão cortados, ralados, cozidos e devorados! Quando Frank, uma salsicha, descobre toda a terrível verdade sobre a vida perfeita fora das prateleiras, ele precisa convencer os outros alimentos e fazer com que os seus amigos lutem contra os humanos.

Para começar o dia dessa aventura que tal uma bela canção, enfeitada de mentiras que revelam a crença dos alimentos na salvação?, é bem assim que inicia a nossa saga, e o musical que entoa como uma oração, é a origem das primeiras dúvidas sobre o que exatamente iremos ver a seguir.

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Desde o início ficou claro que esse seria um filme de animação muito diferente, daqueles dos que normalmente nascem em Hollywood. Como muitas vezes acontece em quase todas as comédias, há piadas que funcionam muito bem e outras que simplesmente não tem a menor graça.

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O longa utiliza uma liberdade para agir de maneira muito diferente, tudo é tão fofo e delicado no inicio, que temo que pais desavisados levem seus filhos para assistir, guiados apenas pela Inocência que a sua arte sugere.

É verdade que essa ingenuidade persiste por um longo tempo na atitude da maioria dos personagens, afinal de contas, eles acreditam piamente que irão para o paraíso quando um humano os escolhem, mas a partir daí o salto ocorre. Escatologia e comentários sexuais começam a borbulhar pelo argumento. São tantos palavrões que em algumas horas soava muito desnecessário.

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Nesse instante, a animação teria tudo para se converter em uma catástrofe, mas ela se beneficia, e cresce muito pautada na peculiaridade de trabalhar personagens aparentemente infantis, com responsabilidades exageradamente adultas.

Percebe-se que o humor escrachado é fruto de muitas produções com Seth Rogen, que assina a responsabilidade dessa festa, e James Franco, que aqui faz uma pequena aparição dublando um funcionário do super mercado. Não é o caso, mas se você definitivamente não gosta do estilo de comédia desses amigos, é melhor procurar outro filme para ver.

O roteiro escrito por Kyle Hunter, Ariel Shaffir, Evan Goldberg e o próprio Rogen, tem um fio condutor mais do que convincente e ainda consegue criar um vilão curioso. Ele é capaz de te levar do riso ao constrangimento com apenas alguns segundos de intervalo.

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Em suma, “Festa da Salsicha” é um passatempo que muitos irão amar pelas mesmas razões que outros odiarão. No geral achei muito engraçado, mas teria que conhecer muito bem a outra pessoa antes de fazer uma recomendação.

Data de lançamento 6 de outubro de 2016 (1h 29min)
Direção: Conrad Vernon, Greg Tiernan
Gêneros Comédia , Animação
Nacionalidade Eua
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