Nota:

Título Original: Au revoir là-haut Lançamento: 05 de julho e com sessões no Festival Varilux até o dia 20 de junho Direção: Albert Dupontel Roteiro: Albert Dupontel com base no romance de Pierre Lemaître Gênero: Comédia dramática Elenco: Nahuel Perez Biscayart, Albert Dupontel, Laurent Lafitte, Niels Arestrup, Emilie Dequenne Nacionalidade: França
7.0
Pros
Atuações, fotografia
Cons
Desenvolvimento do roteiro

Quem ganha com a Guerra?

As respostas podem ser muitas, entre países com seus governos e políticos, seus empresários e tantos outros. Porém uma coisa é certa, no fim, todos perdem de alguma maneira.

Em Nos Vemos no Paraíso, um dos filmes em exibição no Festival Varilux, que foi adaptado do livro de Pierre Lemaître, podemos ver claramente não só como isso é uma grande verdade, como muito dos reflexos da guerra na população.

Através de seu protagonista Albert Maillard (Albert Dupontel que também é o responsável pela direção do longa), acompanhamos a trágica história de dois soldados sobreviventes da guerra. Mailard, um contador que em seu retorno só consegue trabalhos como ambulante, e seu amigo e companheiro, Édouard Péricourt (Nahuel Pérez Biscayart), um artista que salvou sua vida durante um ataque, se ferindo gravemente no processo.

Com questões pendentes com seu pai e desfigurado após o ataque, Édouard não quer mais nenhum contato com sua família. Mailard, que se sente responsável pelo amigo e a situação em que ele se encontra, faz de tudo para ajudá-lo e amenizar seu sofrimento.

Depois de um tempo cedendo totalmente ao sofrimento, Édouard retoma o que tanto lhe dava prazer, sua arte, seus desenhos e através deles decide fazer uma crítica social à tudo e todos que alimentaram a guerra e consequentemente causaram à ele sofrimento e dor, seja física, seja psicológica. Partindo daí para atitudes mais efetivas e drásticas para fazer os responsáveis pela guerra e seu martírio após ela pagarem de alguma maneira.

Como uma espécie de relato, com viagens entre presente e passado, somos conduzidos por essas histórias que se entrelaçam fortemente de maneira dolorosa, imprevisível e transformadora. Seus personagens são cheios de camadas, se revelando e crescendo a cada momento da trajetória. Embora tenha um ritmo cadenciado e especialmente no primeiro terço e parte do segundo um desenvolvimento vagaroso, o que pode ser cansativo, na sequência começa a se desenrolar de maneira mais intensa e mais atrativa.

Além das atuações marcantes, o longa é de uma fotografia belíssima, seus figurinos e cenários demonstram um cuidado admirável da produção em recompôr a época em que a história se passa, bem como em tornar ainda mais crível todo o enredo, que tem um ápice triste porém surpreendente e até mesmo de uma beleza sensível.

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