Nota:

Título Original: Hafis & Mara Lançamento: Breve Direção: Mano Khalil Roteiro: Mano Khalil Gênero: Documentário Elenco: Hafis, Mara Nacionalidade: Suíça
9.0
Pros
História
Cons
-

Quem é você?

O que você faz?

Quem você ama?

Você viveu a vida que gostaria de ter vivido?

Por que? Você sabe?

Do que você se arrepende?

Ainda há tempo para “consertar” as coisas?

São tantas e tantas provocações, que as dúvidas e um desejo, uma esperança fraquinha de ainda haver tempo são o que mais denotam as expressões e os olhares desses dois seres que foram escolhidos para compartilhar um pouco de suas histórias e vivências no documentário Hafis & Mara do cineasta Mano Khalil.

Ele é o artista suíço-libanês Hafis Bertschinger que nunca conquistou fama e reconhecimento com seu trabalho, enquanto Mara, é sua fiel esposa e patrona, desde que abdicou de seus próprios sonhos e a vida que amava em Paris para retornar a Suíça onde Hafiz queria morar para ficar próximo ao filho, fruto de uma relação anterior. Embora o artista seja um viajante incansável que cruza fronteiras entre diferentes mundos e culturas, deixando Marta sozinha em casa.

Mesmo na velhice, Hafis é muito ativo, criando, se desafiando e experimentando  apaixonadamente, seja em suas pinturas, seja em suas andanças. E mesmo estando ciente que nada disso teria sido possível sem Mara, ele foi e continua sendo demasiado egoísta, uma vez que sua prioridade sempre foi sua experimentação através da arte e viagens.

Mara por outro lado é uma pessoa visivelmente sofrida, triste. Uma tristeza constante no olhar, que algumas vezes surge acompanhada de arrependimento, solidão e até mesmo uma angústia por ter deixado tudo por esse homem que nunca a valorizou como ela merecia e ansiava.

É um filme que explora além da relação desses dois, na verdade é como uma oportunidade para eles de estarem lado a lado de verdade finalmente e confrontarem-se com a história que tiveram, o que sentiram, o que perderam e não terão como reaver, e ainda essa consciência de que estão chegando ao fim da vida e que provavelmente ao se depararem com tudo agora, não consideram terem feito as melhores escolhas. Ao mesmo tempo nos leva a fazer os mesmos questionamentos em relação a nós mesmos e como temos vivido até o momento.

O filme foi destaque na Mostra Internacional de Cinema São Paulo no ano passado e agora foi escolhido como produção de abertura do 7º Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo no dia 9 de maio em São Paulo onde segue até o dia 21 de maio, próxima segunda com exibições no CineSesc e CCBB, quando então terá mais duas itinerâncias em sua programação, uma no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília(CCBB DF), de 22 de maio a 10 de junho e outra no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ), de 30 de maio a 16 de junho.

Para mais informações, visite a página do evento no Facebook.

O CinemaSim junto à TZM Entretenimento responsável pela assessoria do evento convidaram a Gabriela Lima para participar do evento de abertura e ela deixou seu depoimento sobre a obra que vocês conferem agora. Nós também tivemos a oportunidade de conversar com Mano Khalil sobre o seu documentário, papo que vocês poderão assistir em nosso canal logo, logo. 😉 

 

“Eu adorei, adorei o filme. Eu adoro filmes sobre velhice, porque é uma coisa que tá distante, quer dizer, não está tão distante assim, mas que me parece muito distante, então tudo que versa sobre a velhice me interessa muito.

O Hafis & Mara tem uma coisa que é muito interessante, que é: a forma como eles estão envelhecendo é um reflexo do que eles fizeram na vida. O Hafis teve a vida de viagens e de artista, e mesmo que frustrado pelo fato de não ter alcançado a fama, mas ele teve a vida agitada dele do jeito que ele escolheu. E Mara abdicou de tudo, abdicou do sonho que ela viveu em Paris pra ficar com ele. E é naquele finalzinho da vida que foi retratado no documentário, é interessante perceber que Mara, ela tem a locomoção comprometida, a fala dela já é mais…, enfim, ela parece muito mais afetada pela velhice do que ele, sendo que ele teve uma vida muito mais agitada.

Foi muito interessante perceber essa diferença. O filme é lindo, lindo! Adorei! ” Gabriela Lima

Anterior Deadpool 2 | Crítica 2
Próxima O Processo | Crítica ( O circo no processo de Impeachment de Dilma)

Sem Comentários

Deixe uma Mensagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *