The Breakdown

Data de lançamento 24 de maio de 2018 (2h 15min) Direção: Ron Howard Elenco: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke mais Gêneros Ficção científica, Fantasia Nacionalidade EUA
5.0

Han, é um coreliano que nasceu e cresceu nas ruas em meio a gangsters e toda escória da galáxia. O seu grande objetivo de vida é sair do seu planeta natal e se tornar o maior piloto da galáxia. Para isso ele vai contar com sua parceira Qui´ra (Emilia Clarke), e ao longo do caminho juntam-se a ele um grupo de ladrões liderados por Tobias Backett (Woody Harrelson) um malandro charmoso, Lando Calrissian (Donald Glover) e um wookie (chewbacca), juntos eles têm que lutar para manterem se vivos a sombra da ameaça do vilão Driden Vos (Paul Bettany).

Quando soube que a disney comprou Star Wars, em 2012, pensei: “Star Wars acabou”. Daí vieram  os episodios XII e o XIII e, a grande pérola da disney até agora, Rogue one. Esse último, sim, fazendo jus a tudo que se espera de Star Wars. Temo que estava certo lá em 2012 vendo os caminhos que a saga tem tomado e acredito que Rogue One foi a melhor coisa que a disney já fez e fará para a saga.

Depois do desabafo. Escrito por Lawrence Kasdan e Jonathan Kasdan (Pai e filho, sendo o primeiro roteirista do melhor filme da saga e um dos melhores filmes já feitos no cinema, O império contra – ataca), o roteiro é bem simples, o que necessariamente não é ruim, mas a forma como é conduzido deixa as ações confusas e muitas vezes contraditórias. Há uma inspiração clara nos filmes de velho oeste, Han solo foi muito baseado em personagens desse universo, mas o roteiro não consegue trazer o espírito desses filmes pra tela.  Então tudo se torna insosso e sem peso, personagens entram e saem da tela, alguns de maneira bem trágica, e não conseguimos sentir as suas ausências. Outro problema é a velocidade que tudo acontece, aqui os problemas que existiram na produção aparece, há umas mudanças de tons na história que são muito estranhas. Há reviravoltas, e são muito micro reviravoltas, óbvias e pouco inspiradas. Contudo podemos elogiar a construção do personagem Han solo, apesar de algumas perguntas que foram respondidas ninguém tinha perguntado e a forma como se dá essas respostas são sofríveis. Vemos um personagem convencido do seu valor, mas mesmo assim precisando prová lo, não só para ou outros, mas para ele também. A amizade entre ele e Chewie é um ponto alto da trama, é divertida e sentimos que o envolvimento é genuíno. Sem medo de errar digo que Chewie é o melhor nesse filme. E quando se mostra o verdadeiro vilão … prefiro nem comentar a ira que senti nesse momento.

A direção de Ron Howard é aceitável frente a história que conhecemos da produção. Vários problemas foram enfrentados, trocas de diretor, refilmagens de ultima hora, fica claro que a opção por manter o lançamento para primeiro semestre de 2018 foi muito errada.  Contudo o modo como o diretor conduz o filme é confusa. Não falta ação, mas ela não empolga, é vazia, não nos importamos com os personagens nem nos preocupamos com eles, são quase que descartáveis. A montagem é confusa e às vezes força um fã service que não precisava, não há uma identificação na fotografia. A palavra que define tudo isso é oscilação. E fica Claro que a mudança de diretor impactou muito no trabalho final, a pressa, mais uma vez foi inimiga da perfeição. Mais uma coisa, a música tenta emular o que já conhecemos da saga, mas fica apenas na metade do caminho, acho que faltou inspiração.

Quanto aos atores, Alden Ehrenreich, apesar de toda desconfiança, consegue convencer como Han solo, não aquele que conhecemos, mas alguém que está em construção, que busca seu lugar. E, como não poderia deixar de ser, ele é o epicentro da história, sua relação com os outros personagens que dita se os conflitos e cumplicidades com eles valem a pena.  Emilia Clarke é funcional, ela consegue entregar uma personagem dúbia, mas lhe falta malícia. A relação entre os dois como par amoroso carece de simpatia, não chega a convencer. Chewbacca, Joonas Suotamo, ganha muito mais espaço e ação. E, apesar do personagem não falar, transmite todas as suas emoções com seus gestos e sua fisicalidade é incrível. Woody Harrelson sendo um mercenário é a escolha perfeita. É cheio de de sarcasmo, muito cínico e, apesar de ter sentimentos, passa por cima deles na primeira oportunidade de se dar bem. A relação com Han é paternal, mas isso no mundo dos gangsters não quer dizer que há sentimentos muito profundos. Donald Glover, é a escolha certa para viver Lando, é malicioso, é charmoso e tem estilo, pena que não há muito espaço para que ele apareça. Já Paul Bettany é um gangster que, apesar de ser impositivo e ameaçador, é esquecível. L3,  A droid, vivida por Phoebe Waller-Bridge, é uma personagem interessante e, às vezes engraçada, e ao mesmo tempo irritante.

Han solo não é um filme ruim, apesar de parecer, Mas é aquém ao potencial, desperdiçando boas possibilidades, e não dando o valor que um personagem tão marcante merece. Infelizmente só me resta dizer que é um caça níquel da disney.

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