The Breakdown

Data de lançamento: 4 de julho de 2019 Direção: Jon Watts Elenco: Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Zendaya e mais Gênero: Aventura Nacionalidade: EUA Duração: 130 min
6.0

Após o estalar de dedos de Thanos (Josh Brolin) que dizimou metade da população do universo, os Vingadores conseguiram reverter a terrível situação após cinco anos quase sem esperança. No entanto, o problema não foi resolvido sem baixas e as pessoas ainda sentem a ausência de Visão (Paul Bettany), Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), Capitão América (Chris Evans) e, principalmente, o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), que se sacrificou para acabar com o vilão.

Peter Parker (Tom Holland) é um deles. Tendo retornado dos mortos, o jovem reaviu a sua vida, com sua tia May (Marisa Tomei), seu melhor amigo Ned (Jacob Batalon), sua paixonite MJ (Zendaya) e a responsabilidade de, como o Homem-Aranha, assumir o legado deixado pelo seu mentor. Só que não era isso que Parker esperava e, ainda sofrendo a perda, o garoto só quer curtir os seus dezesseis anos como um adolescente normal.

Só que as ameaças não acabaram com a derrota de Thanos. No México, um ciclone atinge uma cidade e coloca Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Maria Hill (Cobie Smulders) em alerta. Ao chegarem ao local para verificar a situação, deparam-se com a misteriosa figura de Quentin Beck (Jake Gyllenhaal), que diz vir de outra realidade para combater os Elementais, criaturas formadas a partir dos quatro elementos: ar, água, terra e fogo. Fury, então, vai atrás de Parker para que ele os ajude na missão, mas o garoto foge para uma viagem com os colegas de escola para a Itália, justamente onde o próximo Elemental atacará.

Mysterio: vindo de outra realidade, o herói ajuda a combater os Elementais

Apesar do que havia sido tido antes, que Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far from Home) seria o verdadeiro final da Fase 3 do Marvel Cinematic Universe (MCU), o longa tem muito mais cara de recomeço do que despedida. O 23º filme do MCU traz um Peter Parker de luto e, ao mesmo tempo, lutando contra assumir o papel do “novo Homem de Ferro” que querem dar a ele. O jovem, então, acaba dividido entre ser o amigão da vizinhança e continuar ajudando a todos ou apenas viver a sua vida longe do uniforme do Homem-Aranha. Dessa forma, ele tenta de todas as formas se livrar da incumbência, o que faz com que cometa erros que podem machucar as pessoas que ama.

O filme em si é bastante regular e, após o espetáculo que foi Vingadores: Ultimato, até um pouco decepcionante, o que é compreensível já que o nível agora está absurdamente alto. O maior problema é que Longe de Casa demora muito para acontecer de verdade. O primeiro ato é apenas um chamariz, então parece dispensável quando a história começa a se encaminhar para o final, melhorando drasticamente. Ainda assim, ao longo do filme há cenas de ação maravilhosas, efeitos especiais de encher os olhos e muitas piadas (que os roteiristas não fariam mal em dosar um pouco melhor). Ainda sobra espaço para uma pitada de romance adolescente irresistível; e tem o Tom Holland, que sozinho já vale o ingresso.

Tom Holland é o Homem-Aranha: herói terá que aprender a conviver com a morte de Tony Stark, o Homem de Ferro, e abraçar a sua identidade de herói

Com Jon Watts de volta à direção, Homem-Aranha: Longe de Casa estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas brasileiros. Uma dica: ao final da sessão, não corra para a saída. Diferente de Ultimato, o longa conta com duas cenas pós-créditos que valem muito a pena. A primeira delas, além de bastante nostálgica — prepare-se para rever um rosto familiar que há anos não é visto nas telonas —, ainda dá o tom do que pode vir a acontecer nas próximas aventuras do teioso. Garanto que será difícil segurar a empolgação!