Homem-Formiga e a Vespa | Crítica


Nota:

Data de lançamento: 5 de julho de 2018 Direção: Peyton Reed Elenco: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Peña, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer e mais Gêneros: Ação, Ficção científica, Aventura Nacionalidade: EUA Duração: 118 min
6.0

Dez anos do Marvel Cinematic Universe (MCU) e chegamos ao 20º filme da grande franquia que o Marvel Studios vem construindo ao longo desses anos. Além de trazer à vida grandes nomes já conhecidos pelo grande público, como o Homem de Ferro, o Capitão América, o Hulk e o Homem-Aranha, o MCU também apostou em histórias que poucos haviam ouvido falar antes, como é o caso dos Guardiões da Galáxia e o Homem-Formiga, cuja sequência do filme de 2015 chegou aos cinemas na última quinta-feira (5).

Cerca de dois anos se passaram desde que Scott Lang (Paul Rudd) vestiu o traje do Homem-Formiga pela última vez para se juntar ao time do Capitão América (Chris Evans) em oposição ao Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) em Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, dir. Anthony & Joe Russo, 2016).

Junto aos demais, Lang foi condenado por lutar contra as leis de regularização do trabalhos dos heróis e agora está em prisão domiciliar, proibido de vestir o traje do Homem-Formiga novamente ou entrar em contato com qualquer Vingador. Felizmente, após salvar a filha das mãos do Jaqueta-Amarela (Corey Stoll), em Homem-Formiga (Ant-Man, dir. Peyton Reed, 2015), a relação com a sua ex-esposa, Maggie (Judy Greer), e seu atual companheiro, Paxton (Bobby Cannavale), se tornou muito melhor, o que facilitou o relacionamento de Lang com sua filha, Cassie (Abby Ryder Fortson).

No entanto, a relação com o Dr. Hank Pym (Michael Douglas), criador do traje do herói, e sua filha, Hope Van Dyne (Evangeline Lilly), vai em outra mão… ou melhor, não vai a lugar algum. Acontece que as ações de Lang como o Homem-Formiga no entrave contra o Homem de Ferro também afetaram os dois, que tiveram que fugir para não serem presos e passaram a viver na clandestinidade. Nesse meio tempo, Hope herdou o traje da Vespa e tomou o lugar da mãe (Michelle Pfeiffer) como a heroína, há trinta anos desaparecida no reino quântico após diminuir muito mais do que o permitido e se tornar subatômica para desativar um míssil e salvar a vida de diversas pessoas.

Embora em desagrado com Lang, Pym e Hope têm um bom motivo para se reunir com o ex-ladrão mais uma vez: após o feito de Lang de se tornar subatômico e, ainda assim, conseguir retornar do reino quântico, eles passam a acreditar que a antiga Vespa ainda possa estar viva e que podem trazê-la de volta. Para que isso aconteça, precisam da ajuda do ex-companheiro. Só que não vai ser tão fácil. Outras pessoas também estão interessadas no reino quântico: Sonny Burch (Walton Goggins), um traficante de tecnologias, e uma misteriosa figura, batizada de Fantasma (Hannah John-Kamen), com um passado e motivos bastante particulares para entrar em contato com o reino.

A nova vilã: Ghost

Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and the Wasp, dir. Peyton Reed, 2018) se passa antes do fatídico Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War, dir. Anthony & Joe Russo), que chegou aos cinemas em março deste ano, e tem pouquíssima ligação com a história — pelo menos até agora, considerando que qualquer informação sobre o próximo Vingadores, com estreia marcada para 2 de maio de 2019, está sendo mantida em sigilo absoluto. Assim, o novo filme do herói – que não apareceu em Guerra Infinita – pouco acrescenta ao MCU, com uma história simples e quase óbvia, mas diverte bastante, com uma combinação de elementos que levam o filme ao sucesso: o elenco, a boa direção de Peyton Reed e o misto de comédia e ação.

Levando em conta essa veia cômica que o MCU tem, a aquisição de Paul Rudd para o papel de Scott Lang é um dos maiores acertos desde Chris Pratt como Senhor das Estrelas, em Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, dir. James Gunn, 2014), além de sua participação ser bem complementada pelos coadjuvantes, com destaque para Michael Peña na pele de Luis, o amigo de prisão de Lang.

Alguns dos demais personagens passaram por mudanças significativas. Paxton, que no primeiro filme gastava grande parte do seu tempo tentando trancafiar Lang, agora o trata como seu melhor amigo; e Maggie também se mostra mais cuidadosa e afável com o ex-esposo. Com a mudança no relacionamento, é possível aproveitar uma das melhores coisas do filme: a relação de Lang com Cassie, que agora está maior e deixa um pouco da fofura de lado para se mostrar uma garota bem mais esperta do que se espera de alguém com sua idade.

No entanto, a maior mudança está em Hope, da aparência à personalidade. Deixado o ressentimento com o pai de lado após assumir o traje da Vespa, Hope se tornou mais relaxada e, ao mesmo tempo, focada na missão de se encontrar novamente com a mãe. A parceria com Lang, seu ex-amante, acontece de forma orgânica e os heróis trabalham em sintonia para atingir os seus objetivos. Para Lang, o encontro entre os dois é uma forma de se reconectar com o seu recente passado que, apesar de não admitir, deixa transparecer que aprendeu a gostar.

Peyton Reed voltando à direção também é um ganho para o filme, pois todo o trabalho empregado em Homem-Formiga volta com o diretor. As cenas de ação e luta são bem coreografadas e as mudanças de tamanho do Homem-Formiga — e, agora, da Vespa também — não parecem ridículas, mas ainda bastante divertidas e impressionantes. Particularmente acho bastante interessante observar a escala dos objetos em comparação aos personagens quando mudam de formas.

Reed também não cai na armadilha de abusar de um mesmo recurso que dá certo para ganhar o tempo todo, como as situações ridículas em que os personagens principais acabam sendo colocados pelas mudanças de tamanho ou um excesso de piadas vindas de Luis, por exemplo, que é um personagem naturalmente engraçado.

Homem-Formiga e a Vespa estreou no topo das bilheterias nos EUA, arrecadando 76 milhões de dólares em seu primeiro final de semana. Os personagens retornam no próximo Vingadores, ainda sem título definido, mas antes disso ainda há mais um filme Marvel, com a estreia da Capitã Marvel no MCU, em seu filme homônimo dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, com estreia prevista para o dia 14 de março de 2019 no Brasil.

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