Nota:

Data de lançamento 16 de maio de 2019 (2h 11min) Direção: Chad Stahelski Elenco: Keanu Reeves, Asia Kate Dillon, Ian McShane mais Gênero Ação Nacionalidade EUA
9.0

As coisas parecem arriscadas para Keanu Reeves quando Parabellum começa. Seu personagem agora está “excomunicado” pelas ruas de Nova York depois de quebrar as regras e matar Santino D’Antonio nas dependências do ‘Continental’,agora só lhe resta fugir com uma recompensa de 14 milhões de dólares por sua cabeça. Relógios disparam ameaçadoramente, assassinos o espreitam, e a pergunta que fica é: Nosso ex assassino preferido tem alguma chance de escapar dessa?

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Sem querer dar spoiler e analisando a questão implícita: John Wick pode ir a diante com a linha de frente de ação do cinema? Enquanto The Rock, Jason Statham e Tom Cruise continuam buscando novas maneiras de flexionar seus músculos, Reeves, o diretor Chad Stahelski e o criador Derek Kolstad conseguiram criar um nicho de gênero bem interessante, onde o universo Wick parece ter um espaço infinito de possibilidades.

A tranquilidade dura pouco, o tempo exato de Wick visitar uma biblioteca e resgatar seus pertences num livro de capa dura. Após isso, entramos numa fuga repleta de tensão envolvendo armas personalizadas, facas, motos e até cavalos que demonstram algumas habilidades improvisadas e surpreendentes de John para matar.

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Parabellum não esconde suas falhas narrativas, inconsequências e coincidências que trabalham para manter Wick vivo enquanto alcança o próximo estágio de luta. Parece até uma arquitetura comum de videogame e suas combinações de botões, destravam momentos maravilhosos servidos em uma bandeja de prata para os fãs de ação.

Se há alguma coisa em que o longa peca (e me incomoda um pouco), isso está em algumas de suas coreografias. É inevitável que a essa altura não percebamos delays de uma galera que vem quebrando tudo filme após filme. Temos momentos bem marcados, mas em compensação, também somos agraciados com sequência espetaculares de tirar o fôlego e fechar os olhos. Isso, muito graças às habilidades marciais do próprio Reeves, um verdadeiro e dedicado estudante de kung fu, Jiu Jitsu, Wushu, Boxe e Krav Maga.

Mark Dacascos, Yayan Ruhian, Tigre Hu Chen e Cecep Arif Rahman emprestam seu fogo competitivo e coreografia de artes marciais fluidas para o Wikiverso, e nossa única opção é adorar essa química e cômica jornada massacrante (as piadas chagam cheias de sangue).

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Ian McShane mais uma vez aparece como o gerente do ‘Continental ‘ cumpridor das regras, mergulhado em uma sofisticação assassina dessa vez trazendo uma faceta interessante. Halle Berry da vida a uma velha “amiga” de Wick, não vou estragar a surpresa, mas a sua personagem de alguma maneira dá ao amigo (a essa altura cansado e sem opções), uma energia sem igual.

Respeitando uma bela fotografia cheia de neons na anoitecida, porém iluminada cidade, John Wick sela seu próprio destino, suavizando a selvageria e crueldade com a elegância de sempre.  Seu roteiro é executado regularmente, mas tudo evolui e traz um frescor que revigora e não cansa.