Kingsman: O Circulo Dourado | Crítica


A organização Kingsman é alvo de um grande ataque que mata a maioria dos seus membros, restando apenas Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong). Em busca de ajuda eles acabam indo pros EUA, conhecendo a Stateman, organização similar a Kingsman (os nomes são bem característicos de cada país). Onde conhecem os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry). juntos eles tentam pegar a responsável pelos ataques: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas do mundo que planeja sair do anonimato.

O primeiro Kingsman, foi uma grande surpresa quando foi lançado (2015), esta continuação tenta ser maior que seu antecessor. Com roteiro de Jane Goldman, Matthew Vaughn (que também é o diretor), Mark Millar, Dave Gibbons, há o uso de estrutura similar ao que vemos no primeiro filme. Temos aqui a vilã que tem um plano megalomaníaco e os agentes têm que reunir forças para resolver o problema, contudo é exponencialmente aumentado. O que torna tudo mais divertido e ao mesmo tempo, é necessário maior suspensão de descrença, e em alguns momentos são forçados para fazer a história andar. Nos são apresentados outros personagens, sem ter necessariamente, uma utilidade  pra esse filme, mas que provavelmente serão utilizados em sequências futuras.

A direção de  Matthew Vaughn acompanha o roteiro, e tem a pretensão de ser maior e mais ousada. Tudo é muito exagerado, e há momentos que isso nos tira da ação. Contudo, são pontuais, e a ação  consegue na maior parte do tempo nos empolgar. E ela é presente desde da primeira momento do filme. São situações inventivas e arrojadas, a violência é bem estilizada (e também bem “limpinha”, sem sangue) que conseguem prender e divertir. Só que há momentos em que o ritmo da narrativa caí um pouco, tanto pelas escolhas do diretor, quanto pela necessidade de desenvolver o roteiro,  mas após um certo acontecimento a coisa volta aos trilhos.

Quanto ao elenco, temos a volta dos atores do primeiro filme e a introdução de outros grandes atores. Taron Egerton está totalmente a vontade de reviver Eggsy, mostrando que o personagem amadureceu e entende sua responsabilidade na organização. Colin Firth convence como alguém que tem que voltar a ser o que era (isso rende muitas situações engraçadas) é um trabalho difícil, que o ator consegue executar muito bem. Mark Strong volta como o fiel Merlin, sempre auxiliando na ação, nesse ele tem oportunidade de desenvolver mais seu personagem.

Julianne Moore como Poppy é uma caricatura de vilã, sua motivação é fútil, mas rende questionamentos sobre legalização das drogas, não é um trabalho muito desafiador e ela parece ter se divertido. Então junta-se os novos agentes que apesar de serem interpretados por nomes de peso, mas que pouco fazem no longa (provavelmente serão utilizados no terceiro filme): Halle Berry personagem similar ao de Strong; Channing Tatum, que não aparece mais que 10 minutos; Jeff Bridges que aparece menos de 5 minutos, mas é sempre engraçado vê lo com sotaque sulista e Pedro Pascal, o mais desenvolvido de todos, ele tem carisma e consegue convencer como um sulista que, apesar do tipo caipira, sabe se virar muito bem com tecnologias.

‘Kingsman: O Circulo Dourado’ é cartunesco, exagerado, violento e divertido. Não consegue ser tão impactante quanto o seu antecessor, nem poderia ser, mas vale a pena ser visto em tela grande. 

Data de lançamento 28 de setembro de 2017 (2h 21min)
Direção: Matthew Vaughn
Elenco: Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong mais
Gêneros Ação, Espionagem, Comédia
Nacionalidades Reino Unido, EUA
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