Leitura Sim | Por quê ler “Para Todos os Garotos Que Já Amei” de Jenny Han


Empatia é uma coisa fundamental na vida. Ela nos permite nos colocar no lugar do outro, compreender seus poréns, seus receios e o porquê de algumas atitudes, ainda que possamos não concordar com elas. Nós exercitamos muito essa habilidade quando embarcamos na história de algum personagem, rimos e sofremos juntos, tememos por seus erros e vibramos com seus acertos. E certamente para  Lara Jean, protagonista da trilogia Para Todos Os Garotos Que Já Amei da escritora americana Jenny Han, essa não é uma tarefa tão difícil de ser conquistada. Como disse Karin de Oliveira, uma das participantes do encontro de leitores no qual fui em São Paulo, “Lara Jean é gente como a gente”.

Observando o grande sucesso que seus livros têm feito e o fato que devido ao lançamento do terceiro livro no Brasil – inclusive com a vinda de Han ao país na Bienal do Livro do Rio – está acontecendo alguns encontros de leitores pelo pais, nós do CinemaSim! aproveitamos a oportunidade para ir nos encontros que aconteceram em Salvador e em São Paulo e descobrir o que conquistou o público e três razões pelas quais nós também devemos dar uma chance à essa história.

Antes de mais nada precisamos adiantar que sim minha gente, os direitos para adaptar a obra para o cinema já foram vendidos e essa semana foi confirmado que a trilogia ganhará as telonas e que as gravações já estão em andamento, conforme vocês podem ver na postagem  Para todos os garotos que já amei vai virar filme com Lana Condorfeita no blog da Editora Intríseca.

Segundo Diego França, nosso colunista e autor no blog Vida e Letras, ainda falta muito para que o hábito de leitura no nosso país alcance um número maior. No entanto, é inegável o fato de que em relação a anos anteriores isso melhorou muito. E isso se dá não só pelos diversos meios de leitura que têm surgido a cada instante, como também pelas oportunidades e eventos como os que participamos, voltados para o público interessado em literatura, capazes de despertar curiosidade e influenciar àqueles que não fazem da leitura um hábito constante.

Para Diego que já está habituado a participar, é sempre uma ótima experiência o contato com diversos estilos de leitores e a diversidade no que se refere às opiniões. Há quem goste mais de um personagem, quem admire mais o outro, há quem prefira o primeiro livro da trilogia, bem como aqueles que gostam mais do segundo ou do terceiro. São visões diferentes para uma mesma história, porém a maioria é só elogios para a obra de Han.

Ele leu o primeiro livro e gostou muito. E diz que além de ter uma narrativa leve e cativante, a história nos leva a fazer uma viagem pelo passado, a olhar para nossa adolescência e a nos enxergar enquanto adolescentes.

No meu caso foi o primeiro encontro do tipo que participei, embora já tenha ido a eventos de lançamentos com alguns autores, esta foi a primeira experiência onde são os fãs que debatem sobre as histórias. Eu já tinha visto algo aqui ou ali sobre o primeiro livro, mas até o dia do encontro eu ainda não tinha lido nenhum dos livros, nem mesmo conhecia muitos detalhes da história. E assim como Diego, devo dizer que esses eventos contribuem muito positivamente no incentivo à leitura, uma vez que você pode conhecer através de outros leitores o que torna ou não a história atrativa. Ao ver cada um dos participantes comentando os acontecimentos, ansiosos pelas sequências e adaptações para cinema ou tv, desperta a nossa curiosidade e nos impulsiona a também querer ler e conhecer esses personagens.

Além disse também há sorteios de livros, e para aqueles que ganham acaba por se tornar uma outra motivação, sendo exatamente o que aconteceu comigo, já que ganhei o primeiro livro no sorteio feito no encontro. A linguagem utilizada por Han é viva, ágil e fluida, você consegue mergulhar e ler por horas a fio, com aquele desejo de descobrir a próxima sequência de ações. Seguramente meu pensamento ao terminar o primeiro livro foi: “Preciso dos outros dois!”

No primeiro livro a personagem tem guardadas em uma caixa cartas que escreveu para todos os garotos que já amou até o momentos, cada uma delas em um envelope com nome e endereço de entrega. No entanto, a personagem não tem intenção alguma de enviá-las, pois segundo ela esta era apenas uma forma de colocar para fora seus sentimentos e encerrar um ciclo. Num certo dia, de alguma maneira misteriosa as cartas são enviadas e Lara Jean precisa explicar aos garotos o que aquilo significava.

O público soteropolitano segundo Diego, estava bem empolgado. Não houve quem criticasse de forma totalmente negativa as sequências. A professora e blogueira Neyla, por exemplo, disse:

Para Todos Os Garotos Que Já Amei foi uma das mais agradáveis surpresas de 2017Eu não imaginava que fosse me apaixonar tanto por esse livro. A trama simples e despretensiosa foi ganhando uma proporção muito maior à medida que a leitura avançava. Foi impossível parar de ler e em muitos momentos relembrei, com um certo saudosismo, dos meus dramas adolescentes.”

Além da blogueira também esteve presente a estudante de Jornalismo Elaine Lima (21), que está prestes a ler o último livro da série.

Essa série para mim foi uma grata surpresa, conheci na turnê intrínseca e já gostei de cara. A capa do livro também é linda. É uma história suave, capaz de despertar um sentimento de amor, paz e serenidade. Depoisde ler o primeiro fui correndo atrás do segundo e já comecei o terceiro. Mas estou relutante em dizer adeus a esses personagens tão queridos.”

Já em São Paulo, todos estavam bem animados, principalmente por já saberem que em breve poderão acompanhar Lara Jean também nos cinemas.

As apresentadoras e participantes do encontro Rosana Gutierrez, Camila Guello, Karin de Oliveira e Daniele Sanches Souza elencaram para nós 3 bons motivos  para ler a trilogia Para Todos Os Garotos Que Já Amei e vocês podem assistir nos vídeos abaixo. Nosso muito obrigada à vocês!

Quais 3 bons motivos vocês acrescentariam?