Nota:

Título Original: Marvin ou La Belle Éducation Lançamento: 06 de setembro Direção: Anne Fontaine Roteiro: Anne Fontaine, Pierre Trividic Gênero: Drama Elenco: Finnegan Oldfield, Grégory Gadebois, Vincent Macaigne Nacionalidade: França
7.0
Pros
História, atuações
Cons
-

Somos muitos, e ao longo da vida temos a oportunidade de experimentar na reinvenção as nossas possibilidades e personalidades. Para Marvin, protagonista que também dá nome ao longa metragem, isso foi tão necessário, que a aproximação com o teatro lhe permitiu trazer à tona tudo o que ele viveu, vivia e absorveu durante anos, na maioria deles guardando somente para si cada pedaço dessa jornada, até o momento que o anseio para contar a sua história ganhou voz primeiro num caderninho que deu origem a um livro e a uma peça.

Marvin, que chegou aos cinemas nacionais na última quinta, 06 de setembro viaja pela vida desse jovem que nasceu Marvin Bijou porém escolheu se tornar Martin Clement. Da infância sofrida, marcada por preconceito, opressão e indiferença à uma vida de novas descobertas e encontros na cidade de Paris.

Transitando entre espaços e tempos distintos da vida do protagonista, suas relações, buscas, tropeços e recomeços, o filme nos conduz junto. Nos desperta receios, nos enternece e emociona, mesmo quando não compreendemos de onde exatamente aquilo vem ou o por que vem. Tanto que não é um dramalhão, tem a dor, tem as voltas, tem os confrontos, tem o choro, o medo e até um certo deslumbramento com o novo, porém tudo num tom real, sensível e coerente.

Os destaques são para Catherine Mouchet, que interpreta Madeleine Clement, a diretora do ensino médio que o apresentou ao teatro e cujo nome ele adotou posteriormente, de uma maneira simbólica e ao mesmo tempo genuína ela foi uma figura materna e salvadora, quem o tirou daquela realidade massacrante ao lhe apresentar e incentivar com o teatro, não somente como um exercício, mas como uma forma de superar tudo que lhe estava podando.

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E ainda, Isabelle Huppert como a própria, das conexões que a cidade lhe permitiu, de uma amizade e carinho até uma parceria nos palcos para apresentar a sua história ao mundo. É curioso como ela é tão natural, e sem esforço consegue conquistar os ambientes, a atenção e admiração.

O filme acabou, os créditos subiam, e minhas lágrimas rolavam plácidas, como um rio seguindo seu curso normalmente, sem alarde, sem empecilho, apenas seguindo seu fluxo. Me deixando com o pensamento de como a vida pode ser difícil e o quanto a arte pode ser transformadora.

Confira também nossa entrevista com o ator Finnegan Oldfield (ATIVE A LEGENDA!):

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