Netflix deve produzir versão americana de La Casa de Papel


La Casa de Papel, assim que entrou para a Netflix, se tornou a série de língua não-inglesa mais assistida da plataforma e já foi renovada para sua terceira temporada, mas a equipe americana da Netflix tem outros planos para a produção, e isso inclui uma versão estadunidense.

Quem revelou o interesse foi Erik Barmack, VP de conteúdo original da Netflix, afirmando que o motivo seria que o sucesso mundial da série não atingiu países de língua inglesa, como Estados Unidos e Reino Unido.

Há um debate interno, entretanto, sobre como seria a adaptação, uma vez que a série é tão única e original que seria difícil trabalhar em uma nova ambientação, agora nos Estados Unidos, e correr o risco de perder o humor dos personagens orginais.

O criador de La Casa de Papel, Álex Pina, demonstra-se interessado em expandir os horizontes da série ao tornar seu enredo mais ousado, levando os personagens que já conhecemos aos Estados Unidos para tentar roubar o Fort Knox.

Entretanto, a ideia de lançar um remake totalmente norte-americano de La Casa de Papel não tem agrado os fãs que, nas redes sociais, manifestam repúdia por Hollywood sempre querer criar a sua versão de séries e filmes de língua estrangeira de sucesso, como já foi feito com inúmeras produções do leste-asiático, incluindo Death Note, duramente criticado.

Hollywood e a língua inglesa desde sempre dominaram o mercado audiovisual. Com a expansão do cinema e televisão latina, europeia e principalmente asiática que tem se sucedido nos últimos anos, os países de língua inglesa continuam se fechando para estas produções por preconceito linguístico e “medo” de legendas. Assim, remakes americanos tem ganhado espaço entre as produtoras do país, embora os fãs internacionais não fiquem felizes com isso.

Há uma parcela do pessoal interno da Netflix que está se posicionando contra o spin-off americano e, um dos produtores, afirma que a empresa tem feito um excelente trabalho em tornar séries de língua não-inglesa relevantes ao redor do grupo, mas que transformá-las em produções norte-americanas pode ser um tiro no pé para a Netflix, como se estas, por sua nacionalidade estrangeria, fossem consideradas menos importantes.