Nova “Homem de Ferro” foi criada por Brasileiro sem ele saber da importância do personagem


Ao receber o roteiro criado por Brian Michael Bendis, co-criador da heroína e atual responsável pelas histórias do Homem de Ferro, o artista não fazia ideia de sua futura importância.

“Fiquei sabendo agora com a entrevista do Bendis”, explica Deodato, por telefone, sobre a revelação feita pelo roteirista à revista “Time”.

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“Eu achava que ela ia ser a nova Máquina de Guerra. A Marvel não fala nada, né”, conta ele, sobre o herói que originalmente era o alter ego de James Rhodes nos quadrinhos e nos filmes. Melhor amigo de Stark, o militar sofreu recentemente um desfecho trágico nas HQs.

Já o processo de criação de Williams não foi muito diferente do que sempre acontece, mesmo considerando sua importância. Com dezenas de páginas para entregar, o ilustrador não tem muito tempo para sentar e discutir todos os aspectos com o escritor. “Foi como todas as vezes que eu criei um personagem com um autor. Você quase não conversa. Nosso meio não tem muito tempo pra pensar.”

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No meio da correria, ele pelo menos conseguiu acrescentar uma característica própria à futura heroína. “Adicionei o que sempre achei legal, que foi aquele cabelo afro estilo Misty Knight, aquela amiga do Punho de Ferro”, diz Deodato.

“A personagem é mais construída ao longo da história, ao invés de já vir do esboço. então eu vou ajeitando e pensando em coisas como a idade dela. O jeito dela falar é mais de uma adolescente, assim como a maneira como ela senta, sorri”, afirma. “Até a armadura dela ainda é feita meio nas coxas, mas vai se desenvolver.”

Segundo ele, Stark vê na jovem mais que um reflexo de si mesmo. Com uma bolsa de estudos integral em um dos principais centros de pesquisa tecnológica dos Estados Unidos aos 15 anos, o super-herói vê em Williams alguém que pode superá-lo.

“Ela é um gênio, tem um QI maior que o do Stark, mas ainda é muito parecida”, conta. Apesar das semelhanças, a futura Homem de Ferro (Mulher de Ferro? Garota de Ferro? A Marvel ainda não confirma o título oficial) tem na idade sua maior diferença. “O Tony sempre pensa muito antes de agir e ela é mais impulsiva, mas acho que é mais algo de adolescente mesmo”, afirma.

Williams é apenas o exemplo mais recente de uma série de mudanças apresentadas pela Marvel nos últimos anos em seus principais super-heróis. Em 2011, o latino negro, Miles Morales, substituiu Peter Parker como o Homem-Aranha em uma linha paralela da editora e encabeçou uma série de mudanças.

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Atualmente, os leitores encontram um Capitão América negro, uma mulher como Thor, uma Capitã Marvel, um Hulk asiático e uma Ms. Marvel muçulmana. Mais do que diversificação, tais mudanças rejuvenescem o elenco da Marvel. Assim como Morales, os dois últimos são adolescentes, criados nas duas últimas décadas.

O universo é tão grande, mas a diversidade só está chegando agora ! ‘Ainda bem, que chegou’ a “tempo”

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