O Bebê de Bridget Jones | Crítica


Como numa volta dos ponteiros do relógio você se encontra numa poltrona de cinema ao som de “All By Myself” e Bridget Jones bem a sua frente, e tudo parece retornar numa sequência desconexa de imagens que se misturam, mas aí você se dá conta que já se passaram 10 anos desde a última vez que a nossa querida e atrapalhada protagonista invadiu as salas de cinema compartilhando suas desventuras conosco.

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O terceiro filme da série traz uma Bridget mais madura e segura de si – com seu inseparável diário, agora na versão digital – , afinal ela já está no seu 43º aniversário, entretanto ainda com o mesmo desejo de conquistar o seu “felizes para sempre”, – o sonho de muitas mulheres – que para o seu momento atual seria o item da lista ainda inalcançado. Se em “Bridget Jones: No Limite da Razão” tudo parece estar definido, este filme vem para mostrar que a vida é cheia de surpresas e reviravoltas, e mesmo as mocinhas do cinema podem se enrolar com as manobras do destino.

Bridget é um perfeito reflexo da mulher atual, que quer abraçar o mundo e realizar tudo o que for possível e quem sabe até mesmo o impossível, seja na vida pessoal ou profissional, e provavelmente por isso mesmo fica difícil não se identificar. Sendo assim podemos notar também que os roteiristas Emma Thompson, Helen Fielding, Dan Mazer e a diretora Sharon Maguire se preocuparam em propor ainda que de forma sutil discussões à respeito de muitos temas considerados tabus e bem evidentes atualmente com o advento da internet e redes sociais onde tudo é muito difundido, como a adoção por casais homoafetivos, liberdade sexual feminina, governos ditatoriais e a luta pela liberdade de expressão da população – em especial a feminina –  desses países.

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O triângulo desta vez formado por Renée Zellweger, Colin Firth e Patrick Dempsey está bonito, divertido e apaixonante, eles estão impecáveis. Outros dois personagens que se destacam muito são a jornalista Miranda (Sarah Solemani) com quem Bridget tem os diálogos mais divertidos e a Dra Rawlings (Emma Thompson) com suas tiradas impagáveis.

E como se não bastasse ter um roteiro tão bom, com um elenco ótimo, ainda somos presenteados com uma trilha sonora incrivelmente incrível, que vai desde All By My Self” na voz de Jamie O’Neal, Hold My Hand por Jess Glynne,Fuck You da Lily Allen, Stay da Rihanna, Still Falling For You da Ellie Goulding (esta especialmente composta para o filme – linda! #ComCertezaDarcy) até as músicas Sing e Thinking Out Loud do Ed Sheeren que também faz uma participação no filme.

“O Bebê de Bridget Jones” vem para celebrar não só a conclusão da história de Bridget Jones, mas também a da geração que a acompanhou, se envolveu, sofreu e se alegrou com ela. É um filme imperdível e você pode conferir a partir de amanhã, 29 de setembro nos cinemas.

Título Original: Bridget Jones’s Baby
Direção: Sharon Maguire
Roteiro: Emma Thompson, Helen Fielding, Dan Mazer
Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Patrick Dempsey, Ed Sheeran e Emma Thompson
Distribuição: Universal Pictures

Nota filme: [yasr_overall_rating size=”medium”]