The Breakdown

Data de lançamento 31 de janeiro de 2019 Direção: Joe Cornish Elenco: Louis Serkis, Rebecca Ferguson, Patrick Stewart mais Gêneros Família, Fantasia, Aventura Nacionalidade Reino Unido
5.0

Quem quando criança não imaginou em se tornar um grande rei? Nos livros infantis também aprendemos que liderar nem sempre é uma missão fácil, precisamos de sabedoria e muita força. É envolto a histórias medievais e cheias de romance e folclore onde habitou o Rei Arthur, que ‘Louis Serkis’(filho de Andy Serkis) dá vida a Alex, a criança que protagoniza o filme e que vai quebrar a rotina com a descoberta da Excalibur original. Um garoto de escola sem noção que, a partir de agora, começará uma aventura na qual ele precisará de seus amigos mais do que nunca. O destemido personagem terá que formar uma equipe de cavaleiros para enfrentar Morgana, interpretada por ‘Rebeca Ferguson’. Merlin ( Patrick Stewart ) estará com eles durante toda a aventura e levará o pequeno Alex para ser um líder que ele nunca imaginou ou queria ser.

Esta aventura contemporânea, com tema arturiano, incentiva as crianças de hoje a olhar para as lendas do passado – e para as lições da cavalaria medieval – em sua busca por um futuro pacífico.

O escritor Joe Cornish, que escreveu os roteiros de “Homem-Formiga” e ““As Aventuras de Tintin”, está de volta a cadeira de diretor pela primeira vez desde 2011. Ele enxerga a corte do Rei Arthur do ponto de vista de um tempo dividido e sem liderança. Na maior parte, a vaidade funciona, produzindo uma história esperançosa sobre a luta entre o bem e o mal em um mundo caótico.

Apresentando uma série de efeitos CGI – árvores empunhando espadas, batalhões de monstros esqueléticos e uma espécie de criatura lendária – “O garoto que seria o rei” remete, estilisticamente, ao trabalho do pioneiro em stop-motion Ray Harryhausen. E há outros acenos aos filmes do passado: como a inclusão de uma referência maliciosa ao cineasta John Boorman, diretor do épico arturiano de 1981 “Excalibur”.

Mas o filme arrasta um pouco quando envia Alex em uma missão para encontrar seu pai. Embora essa jornada permita que nossos jovens heróis explorem suas forças ainda em desenvolvimento, é irônico que isso pareça afastar o diretor de sua própria proeza narrativa. Inclusive, apesar de se tratar de um conto que bebe também da fantasia, é difícil acreditar, por exemplo, que pais não fariam algo além de esperar em casa pelo seu filho que resolveu desbravar o mundo em busca de respostas.

‘O Menino Que Queria Ser Rei’ não promete uma solução fácil para os males da era moderna. No entanto, sugere que nossas crianças sejam os reis e futuros que nos salvarão – mas apenas se seguirem o código de seus anciãos.