O Natal dos Coopers | Crítica do filme


Essa é a história de uma grande família que as vésperas do natal tenta se reunir, cada um busca enfrentar seus conflitos e não leva-los a mesa no dia da reunião.

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Este é um filme que: 1) nos lembra de que a vida dos outros, por melhor que pareça, não é muito diferente da nossa, todos temos nossos problemas, que por mais que aos olhos dos outros seja bobo, na nossa vida faz muita diferença. 2) A necessidade que temos em ser feliz e hoje mais que ser feliz, de parecer feliz, só nos traz mais infelicidades (principalmente na era do facebook e instagram). Salpicados de momentos engraçados, principalmente quando sabemos o que se passa na cabeça de alguns personagens, que fazem um alivio numa história em que a tristeza e a desilusão é o tom. Há momentos muito bonitos, diálogos bem feitos e sua fotografia apesar de escurecida pelas roupas dos personagens guarda ainda uma alegria do natal bem americano.

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Todos os personagens estão tristes e desiludidos, e todos tentam enfrentar esse dilema para parecer mais felizes ao menos no natal, e aqui temos o primeiro problema, o filme tem personagens demais! São 8 personagens que vão se revezando no foco do filme e, inevitavelmente, nenhum deles é desenvolvidos o suficiente para que tenhamos uma relação próxima. E isso leva a outro problema, os dilemas enfrentados a muito tempo pelos personagens são resolvidos em apenas algumas horas e alguns como passe de mágica. o que acaba deixando situações artificiais, pouco interessantes.

Um recurso utilizado em todo filme e a narração em terceira pessoa. Alguns momentos ela funciona muito bem, ajuda a contar a história e nos faz entender melhor as situações que os personagens passaram, justificando assim seu posicionamento em relação a algumas situações, sem falar que a própria surpresa da origem da narração é muito boa. Contudo, há momentos em que ela é dispensável, chegando a atrapalhar uma cena que seria muito mais impactante sem ela. E acredito que isso é feito por subestimar a capacidade do espectador em entender o que acontece naquele momento.

Não podemos destacar aqui uma boa atuação, ou uma má. Todos os atores conseguem desenvolver os personagens de forma aceitável, sendo que não há muito espaço para desenvolver um trabalho a ponto de ser notado.

Podemos dizer que o Natal dos Coopers tenta ser um filme de natal diferente, mas acaba sendo um “filme de autoajuda”. Nele podemos ver, em muitos momentos, frases como: você é capaz, você é mais forte que imagina, A vida é muito curta, então aproveite e tantas outras que encontradas no último lançamento de algum auto ajuda.

O filme é longo demais, por ter tantos personagens acaba-se arrastando a história, tentando amarra las, cansando o espectador. Tem muitas pretensões, pretende ser um romance, uma comedia e um drama, tudo junto, mas não consegue ser nenhum deles, é acaba sendo superficial. Talvez se pretendesse ser uma comédia do gênero, o Natal dos Coopers fosse um filme melhor.

Elenco: Olivia Wilde – Eleanor , Amanda Seyfried – Ruby, Marisa Tomei – Emma, Anthony Mackie – Policial, Williams, Diane Keaton – Charlotte, John Goodman – Sam, Ed Helms – Hank, Jake Lacy – Joe, Alan Arkin – Bucky

Direção: Jessie Nelson
Gênero: Comédia
Distribuidora: Paris Filmes
Estreia: 03 de Dezembro de 2015

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