The Breakdown

Título Original: The Cloverfield Paradox Lançamento: 5 de fevereiro de 2018 Direção: Julius Onah Roteiro: Ozen Uriel & Doug Jung Elenco: Gugu Mbatha-Raw, Daniel Brühl, John Ortiz, Chris O'Dowd, Aksel Hennie, Ziyi Zhang, David Oyelowo, Elizabeth Debicki, Roger Davies
5.0

Cloverfield: Monstro (Cloverfield, dir. Matt Reeves) surgiu em 2008 com uma nova proposta para filmes em que monstros gigantes atacam e destroem cidades, como King Kong (1933) e Godzilla (1954): aproveitando-se do recente redescobrimento do estilo found footage (ou pseudo-documentário) com Atividade Paranormal (Paranormal Activity, dir. Oren Peli, 2007), após grande sucesso na década de 1990 com A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, dir. Daniel Myrick & Eduardo Sánchez, 1999), o filme trazia a destruição de Nova York por um monstro aparentemente vindo do mar, além de uma grande dose de mistério, inteiramente filmada em primeira pessoa.

“Cloverfield: Monstro” (“Cloverfield”) (Foto: Paramount Pictures/Bad Robot)

Em Cloverfield, Rob Hawkins (Michael Stahl-David, In Your Eyes) está se despedindo da cidade para assumir um cargo no Japão. Dessa forma, seus amigos planejam uma festa surpresa de despedida para ele. Tudo corre bem até que a festa é interrompida por uma explosão seguida de um apagão geral na cidade. Assustadas, as pessoas correm para a rua, bem a tempo de ver a cabeça da Estátua da Liberdade, parcialmente destruída, pousar entre eles.

Filmado pelo ponto de vista dos personagens (com a câmera na mão de Hud, interpretado pelo ator e comediante T. J. Miller), o filme acabou se tornando um grande sucesso, não só pelo seu estilo ou as cenas de destruição, mas principalmente pelo mistério que permeava a história.

Desde a sua divulgação até depois do lançamento do filme em DVD/Blu-ray, toda a história foi cercada de easter eggs que acabaram por gerar diversas teorias e angariar uma legião de fãs que, ansiosos para saber o que viria a seguir e o que teria acontecido com aqueles personagens, aguardavam uma continuação para a história.

O segundo filme veio em 2016, mas não era bem o que todo mundo esperava. Em Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, dir. Dan Trachtenberg), Michelle (Mary Elizabeth Winstead, Scott Pilgrim Contra o Mundo) vai parar em um bunker após sofrer um acidente, salva por Howard (John Goodman, Argo), o responsável por projetar o lugar. No bunker, ela conhece Emmett (John Gallagher Jr., Hush: A Morte Ouve) e descobre que o mundo que conhecia não existe mais. Ainda assim, desconfiada e se sentindo aprisionada, Michelle tenta de tudo para fugir.

O filme fazia pouca conexão com o Cloverfield original, mas foi a primeira parte de um quebra-cabeça muito maior que, aparentemente, está sendo montado pela Bad Robot, produtora de J.J. Abrams responsável pelos filmes do Universo Cloverfield, e companhia.

“O Paradoxo Cloverfield” (“The Cloverfield Paradox”) (Foto: Paramount Pictures/Bad Robot/Netflix)

Em O Paradoxo Cloverfield (The Cloverfield Paradox), novo filme da franquia, uma equipe de astronautas é despachada para o espaço a fim de ativar um acelerador de partículas que proverá uma nova fonte de energia renovável para a Terra, imersa em um caos causado pelo esgotamento das fontes de energia. No entanto, as tentativas não dão muito certo e a equipe vai ficando por um tempo no espaço, cada vez mais longe de casa.

Aproximadamente dois anos após o início da missão, em uma nova tentativa, os astronautas ficam esperançosos quando as coisas se encaminham para um final bem sucedido, mas o acelerador acaba sobrecarregado e a tentativa dá errado, só que dessa vez de uma forma muito pior: ao buscarem pela Terra, eles descobrem que ela desapareceu.

Ao mesmo tempo em que buscam uma solução para o seu novo problema, os astronautas começam a ser vítimas de acontecimentos estranhos dentro da Estação Espacial Cloverfield, que parece ganhar vida própria. Aprisionados no caos que fervilha na estação e inconscientes das consequências de suas ações com o acelerador de partículas, os personagens precisam tomar decisões que conflitam diretamente com seus interesses pessoais na tentativa de tomar certo controle dos acontecimentos e remediar a situação em que se encontram (e a que, possivelmente, submeteram mais de 7 bilhões de pessoas na Terra).

Cena de “O Paradoxo Cloverfield” (“The Cloverfield Paradox”) (Foto: Paramount Pictures/Bad Robot/Netflix)

Assim como Rua Cloverfield, 10, o filme não é uma continuação direta do filme de 2008, mas é bastante ligado a ele. Algumas cenas indicam que ele pode ser um prequel que, no decorrer dos eventos do filme, passa a acontecer simultaneamente com os ataques do primeiro filme. No entanto, isso é apenas uma suposição e pode ser que, como no segundo filme, um tempo já tenha passado desde a invasão do monstro e o mundo já esteja imerso em um caos completo. Difícil saber, mas essa é a intenção — e a graça — de Cloverfield.

Anteriormente nomeado como A Partícula de Deus (God Particle), o filme é dirigido por Julius Onah (The Girl Is In Trouble), com roteiro de Oren Uziel (Mortal Kombat) e Doug Jung (Star Trek: Sem Fronteiras), e está disponível na Netflix desde a madrugada do último dia 5, lançado mundialmente após a 52ª edição do Super Bowl. O elenco conta com Gugu Mbatha-Raw (A Bela e a Fera), Daniel Brühl (Adeus, Lenin!), Chris O’Dowd (Missão Madrinha de Casamento) e Eizabeth Debicki (Guardiões da Galáxia Vol. 2), dentre outros.

Embora tenha tido uma recepção fraca por parte da crítica e do público, o acordo entre a Paramount Pictures e a Netflix para o lançamento pode ter rendido US$ 50 milhões para o estúdio. Possíveis continuações, no entanto, voltariam a ser exibidas nos cinemas.

Cena de “O Paradoxo Cloverfield” (“The Cloverfield Paradox”) (Foto: Paramount Pictures/Bad Robot/Netflix)

Um quarto filme da série, ainda sendo mantido em segredo, pode ser lançado em breve. Segundo informações do site /Film, há uma produção da Bad Robot que acaba de ter suas filmagens finalizadas. Dirigido por Julius Avery (Sangue Jovem), o filme tem o nome provisório de Overlord e é situado na Segunda Guerra Mundial. Como a história se encaixa no Universo Cloverfield, teremos que esperar para ver, mas a sinopse atual diz que os personagens “lutarão contra forças sobrenaturais, partes de um experimento nazista”.

Com Cloverfield é difícil saber o que vai acontecer. A verdade é que, com a ideia de fazer sequências descontinuadas, a história e os mistérios podem se expandir indefinidamente. Para os fãs, por enquanto, ainda não há problema nenhum e quanto mais do monstro, melhor. Mas já vimos antes, da época de LOST (2004–2010), série criada por Abrams, que os mistérios podem se expandir demais até se perderem de vista. Esperamos que isso não aconteça.

O Paradoxo Cloverfield é um filme que se segura na franquia para existir e, diferente do seu antecessor, não consegue viver sozinho como o filme de ficção científica que pretende ser, mas deve agradar bastante os fãs da franquia. Agora é só esperar o que vem em seguida. Overlord está agendado para estrear em 26 de outubro de 2018. No entanto, tudo pode mudar. É esperar para ver.

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