O Poderoso Chefinho | Crítica 2


Revisitando a ideia de que os bebês são entregues às suas famílias pela cegonha, a animação “O Poderoso Chefinho”, que estreia nessa quinta, 30 de março, concede um toque de modernidade para a fábula e acrescenta pitadas de muita criatividade e bom-humor. Já nascemos possuindo uma série de características físicas e psíquicas em nosso DNA e predispostos a desenvolver tantas outras habilidades, e no longa os protagonistas já se mostram bem precoces no desenvolvimento das suas.

Tim (voz de Steve Buscemi) é o típico filho único que tem toda a atenção dos pais e que se sente ameaçado e abandonado com a chegada de um irmãozinho, o “Chefinho” (voz de Alec Baldwin). O bebê surge como integrante da equipe da BabyCorp, a empresa responsável por guiar os bebês para as famílias que o esperam – sim as cegonhas deram lugar à uma fábrica de bebês – . Como nasceu com um perfil de liderança, ele é transformado em funcionário da companhia, sendo designado para ir para a família de Tim, já que os pais são funcionários da empresa de um vilão que ameaça a existência das famílias como elas são.

Partindo desse pressuposto, temos a construção de uma relação que evolui de rivalidade e conflitos, para uma estreitamento de laços, amizade, confiança, respeito, carinho, amor e harmonia entre os irmãos. Embora seja feito para conquistar aos pequenos e provavelmente irá atingir bem sua meta, o filme tem muitos referenciais para jovens e os adultos também, como por exemplo os trigêmeos que compõem a equipe do chefinho e utilizam macaquinhos nas cores azul, verde e amarela que remetem muito aos Teletubbies – desenho popular nos fim dos anos 90 – , a troca das relações humanas pelas virtuais ou com bichinhos de estimação, nossa relação com dinheiro e como passamos isso para os pequenos – como se bastasse utilizar algumas notas e tudo se resolvesse facilmente – nossa necessidade de poder e marcar território e claro ter a música dos Beatles, Blackbird adaptada como ‘A’ canção da família.

Tem algumas informações e situações no roteiro que poderiam ter sido adaptadas de uma forma mais interessante, contudo em suma é um filme que trabalha de uma forma leve, divertida e muito criativa pela perspectiva dos protagonistas a sua relação com  a família e a sociedade. Também evidencia o quanto é importante para a formação das crianças a liberdade e incentivo de sua criatividade, como isso pode e deve refletir positivamente no adulto que ele se torna.

Título Original: The Boss Baby

Lançamento: 30 de março

Direção: Tom McGrath

Roteiro: Michael McCullers

Elenco: Alec Baldwin, Steve Buscemi, Jimmy Kimmel, Lisa Kudrow, Patton Oswalt, Miles Bakshi

Gênero: Animação, comédia

Nacionalidade: Estados Unidos

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