O Roubo da Taça | Crítica


A comédia nacional toma um novo rumo no filme dirigido por Caíto Ortiz, uma produção da  plataforma de streaming Netflix que já inicia com a seguinte frase: “Uma boa parte disso realmente aconteceu”. Mas nem tudo.r1

O Roubo da Taça”, se baseia no caso real do roubo da Taça Jules Rimet, entregue aos campeões da Copa do Mundo. O personagem Peralta vivido pelo ator Paulo Tiefenthaler é um simples corretor de seguros que sofre pressões de todos os lados. Em casa, sua namorada Dolores (Taís Araújo) dá um ultimato: ou casa ou está tudo terminado. Por outro lado, suas dívidas de jogo que se amontoaram muito rápido, começam a ser cobradas. Quando tudo parece perdido, uma brilhante ideia surge na cabeça de Peralta: um plano que vai resolver todos os seus problemas. Com a ajuda de seu amigo Borracha (Danilo Grangheia), um sujeito nada inteligente. Eles decidem roubar a Taça Jules Rimet de dentro dos cofres da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

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O filme é narrado pela personagem Dolores, mulher dedicada e do lar, amante incondicional. Logo apresenta a desastrada dupla de amigos ladrões em ação, Peralta é um típico malandro que só pensa em se dar bem na vida, sempre de maneira fácil, é claro!. Não muito diferente é a personalidade de Borracha, e assim temos o trio parada dura que nos guia no longa ambientado na década de 80.

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Todo o visual do filme é muito bem feito, nem um detalhe foi esquecido, desde o figurino até mesmo os rótulos de cerveja na mesa do bar. É uma viagem no tempo, com gostinho de saudade e muito sépia em seus tons. A edição em alguns instantes nos agride com cortes bruscos, mas não atrapalha o andamento da história, que se mostra muito mais forte que o próprio roteiro, e assim se perde um a oportunidade de brilhar um pouco mais.

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Como já perceberam o foco do filme não se limita ao roubo, muito da relação de Peralta e Dolores é empurrado para a gente, até porque o que mais queremos saber é o que eles fizeram com a bendita Jules Rimet.

O Cômico fica muito por conta de ‘Paulo Tiefenthaler’, que quase tira de letra, e nos entrega uma atuação que oscila entre a comédia e o desespero, mas sentimos que em alguns momentos os diálogos não pareciam tão verdadeiros como deviam parecer.

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Atuação é um ponto importante que realmente prova o que diz Ortiz: “Bons atores ajudam o filme a andar para frente“, com destaque para Taís e Milhem Cortaz, que fazem mágica em personagens não tão bons.

“O Roubo da Taça” não é uma obra prima, mas é um filme legal e divertido. Algo de bom deve ter uma produção que ganha o prêmio do público no Festival South by Southwest, em Austin, no Texas (EUA). Ele pode agradar aos que não esperam muito ou pode acabar frustrando aos que querem de mais.

Data de lançamento 8 de setembro de 2016
Direção: Caíto Ortiz
Elenco: Paulo Tiefenthaler, Taís Araújo, Danilo Grangheia
Gêneros Comédia , Aventura
Nacionalidade Brasil

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