The Breakdown

Título Original: Overlord Lançamento: 08 de novembro de 2018 Direção: Julius Avery Roteiro: Billy Ray, Mark L. Smith Gênero: Terror/Ação Elenco: Pilou Asbæk, Jacob Anderson, Wyatt Russell, Bokeem Woodbine, John Magaro, Iain De Caestecker, Jovan Adepo, Michael Epp, Marc Rissmann, Dominic Applewhite, Éva Magyar, Andy Wareham, Mathilde Ollivier Nacionalidade: USA
8.0

O ano de 2018 foi muito bom para o gênero do terror nos cinemas. Tivemos obras inovadoras, que fugiram de fórmulas prontas, produzindo filmes que trouxeram frescor para as telonas e que já rendem até continuações (Um Lugar Silencioso, por exemplo). Operação Overlord chega aos cinemas misturando a tensão de um filme de guerra com o horror gráfico de um filme gore feito com muita propriedade.

A trama se passa poucos dias antes do Dia D, uma data que realmente existiu e que foi o início da queda dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Com a missão de destruir uma torre de controle alemã responsável por bloquear o sinal de rádio dos inimigos, um grupo de paraquedistas se infiltra em um vilarejo francês. Com a ajuda de uma jovem moradora local, os soldados americanos vão acabar indo além de sua missão ao descobrir que os nazistas possuem um laboratório secreto sob a igreja, onde horripilantes experimentos são realizados em seus prisioneiros.

O roteiro não se prende a um único gênero. O filme começa como uma espécie de drama de guerra em seu primeiro ato, para depois se tornar um suspense de invasão durante o segundo ato e terminar sendo um grande filme de horror gore, com muito sangue, corpos explodindo, criaturas macabras e mortes. A mudança no clima da narrativa não é exatamente um ponto negativo, mas pode desagradar quem vai ao cinema na expectativa de ver um filme exclusivamente de um gênero (principalmente se levarmos em conta que todo o marketing da produção dá destaque principalmente às cenas de terror e horror).

Os personagens seguem estereótipos bem caricatos de histórias desse tipo, tendo cada um seu papel importante na história. Jovan Adepo é um bondoso soldado que assume o papel de herói e serve de bússola moral para a equipe, contrastando com o papel de Wyatt Russell, que tem a responsabilidade de ser o anti-herói bad boy que acredita que a missão é o único objetivo do grupo e que, no que tange aos nazistas, os fins justificam os meios, não importa quais sejam eles.

Há também o soldado cheio de piadas de mal gosto e ranzinza que reclama de tudo, interpretado por John Magaro, e seu colega despreparado em treinamento que está na missão com o objetivo de registrar através de fotografias o passo a passo da equipe, interpretado por Iain De Caestecker. Para ajudá-los, Mathilde Ollivier interpreta uma corajosa camponesa que busca vingança ao ver sua família ser destruída pelos soldados alemães. Em oposição a eles, temos um cientista nazista do mal (Erich Redman) e seu capitão impiedoso e sem escrúpulos, interpretado por Pilou Asbæk.

A direção de Julius Avery é muito competente. As cenas de ação são filmadas de forma clara, sem jamais esconder do telespectador seu aspecto mais violento e sangrento. Tanto o horror da guerra quanto o terror da luta contra mortos-vivos cientificamente modificados são retratados de uma forma belíssima, feitos pensando em chocar o telespectador, chegando ao ponto de diverti-lo, tamanha a surrealidade e nível de violência que mostra. A dosagem de tom do filme é correta, com seus momentos de sustos, pitadas de comédia, drama épico, ficção científica e muito gore.

Produzido pelo extremamente criativo J.J. Abrams, Operação Overlord nos traz uma proposta interessante de roteiro ao misturar gêneros tão distantes mas também tão semelhantes quanto ao horror e tensão que eles trazem. É um filme que embrulha o estômago e assusta em muitos momentos, mas também diverte muito ao utilizar um evento histórico real para construir uma narrativa tão interessante sobre guerra e zumbis em plena Segunda Guerra Mundial.

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