Ouçam Taís Araújo, Vera Egito, Daniela Mignani, Maria Clara Spinelli e Patricia Kamitsuji!


Não basta ter voz, é preciso fazer-se ouvir!

Não é somente porque estamos passando por um momento de ascensão do feminismo, especialmente nas redes sociais, onde acompanhamos atualmente a maioria das questões e situações que estão ocorrendo no mundo, porém também por isso, que falas como as dessas mulheres se tornam tão fortes, importantes e necessárias.

Esse foi um dos painéis de debate promovido há alguns meses pela Editora Abril através da Tatiana Schibuola, diretora de redação de sua Revista Cláudia, intitulado #MulheresNaMídia: O papel das mulheres no entretenimento, no qual Taís Araújo (atriz), Vera Egito (cineasta), Daniela Mignani (diretora do GNT), Maria Clara Spinelli (atriz) e Patricia Kamitsuji (managing director na Fox Warner Brasil) incentivam e provocam a discussão sobre o papel de cada uma em seu campo de atuação, para que esse debate ganhe força e cruze fronteiras. Imagine você que para elas que já possuem algum reconhecimento e destaque já é difícil ter voz ativa e fazer-se ouvir, como será para a grande maioria da população? Considerando uma necessidade pessoal minha de aprender mais sobre como eu posso exercer melhor o meu papel como mulher, profissional e acima de tudo um ser humano na sociedade, de que maneira eu posso acrescentar algo de positivo e transformador na vida das pessoas e não somente na minha, bem como essa também ser uma questão pertinente para os meus amigos da equipe CinemaSim!, que abro espaço em nosso site para trazer notas e matérias como estas.

E mais que ouvir o que elas têm a dizer, nós precisamos realmente refletir a respeito, debater até mesmo internamente quais atitudes nós temos tomado que impedem que essa realidade se transforme e o quanto cada um de nós pode contribuir efetivamente nessa transformação. Eu mesma ao olhar para o projeto que nós do CS desenvolvemos, Mulheres: Seus Desafios e Conquistas no Audiovisual, percebo o quanto ele está aquém do que poderia ser. Há uma certa diversidade, e foi nosso interesse desde o início, contudo ainda está distante do que realmente significa representatividade. E esse é um dos pontos que já estamos procurando nos atentar e modificar para a sequência que faremos em breve.

E você que está lendo agora, de que modo esse debate se torna pertinente à você e ainda o quanto ou como você tem agido para contribuir para uma transformação nesse sentido?

Além do vídeo com o qual dei origem a essa fala, também estou deixando o vídeo #MulheresNaMídia: Representatividade no universo digital, painel mencionado por elas nele, do qual participou a Stephanie Ribeiro (ativista feminista negra), que foi referência para as falas seguintes.

E dialogando com a necessidade de mais atuação feminina, especialmente no audiovisual, também estou deixando um vídeo de uma fala também muito importante da cineasta Laís Bodanzky, que ainda esse mês lança nos cinemas nacionais o seu longa Como Nossos Pais, que é focado justamente nos conflitos e questões femininas na sociedade contemporânea.