Ouija – Origem do Mal | Crítica 1


Nos anos 60 conhecemos uma família, que após a morte do patriarca, tenta ganhar a vida simulando contato com espíritos dos mortos. As duas meninas, a adolescente Lina e a garotinha de 09 anos, Doris, ajudam Alice a criar medo nos cliente para impressioná-los. Tudo muda quando uma tábua de ouija é usada para aprimorar o golpe, e Doris mostra poderes de se comunicar com espíritos, desde então a família passa a conviver com sessões de conversas conduzidas pela garota.  

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O roteiro de Mike Flanagan e Jeff Howard, nos trás uma história em camadas, que nunca são bem desenvolvidas. Temos um drama familiar com a perda do pai, a referência para a família, não só materialmente, mas emocionalmente. Há uma pendência com alguns espíritos que rondam a família, e que nunca fica muito clara qual a suas intenções. Um romance, quase, entre Alice e o Padre Tom e o romance entre Lisa e  um adolescente.

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Tudo muito atabalhoado e mal desenvolvido. A única história que realmente nos ligamos é o drama da família, esse acaba sendo o ponto principal. Me peguei pensando que se focassem mais nesse quesito o filme encurtaria (achei grande demais) e ganharíamos em qualidade de história, o que seria muito bom! A reviravolta no final é sem sentido e serve apenas para dar um ganho para a próxima continuação. A opção de ambientar da história nos anos 60 , me pareceu ser uma escolha para fugir da tecnologia, o que não muda muita coisa.

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A direção é  de Mike Flanagan e este mostra que conhece do gênero. Usando bem os enquadramento de câmera, o diretor prova que sabe criar um clima tenso, mesmo usando todos os clichês que já conhecemos. Os sons são manipulados de forma inteligente, ajudando a criar todo o ambiente assustador.

Apesar de hoje ser muito usado, aqui não teremos tantos sustos quantos esperávamos, o que é elogiável. O diretor claramente optou por desenvolver o medo sem tantos sustos, apostando nas transformações da garota e deformações que os espíritos causam nela. A ambientação é colorida, bem ao estilo anos 60, mas vai perdendo a cores lentamente com o avanço da história, mostrando bem o crescimento da tensão.

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Quanto às atuações, Elizabeth Reaser é Alice, uma mãe que, apesar de enganar os clientes, tenta se convencer que está os ajudando. É uma personagem bondosa e de bom caráter (talvez se fosse mais “ácida” seria mais interessante). Seu sofrimento pela perda do marido e ter que cuidar das filhas pesa nas suas escolhas, é uma interpretação funcional, sem grandes atrativos. Annalise Basso como Lina, uma adolescente que parece se divertir em fazer parte dos golpes da mãe, mas mostra se preocupada com as demonstrações de poderes da irmã. Uma interpretação que convence. Já a Lulu Wilson faz a personagem mais interessante. A garota consegue transmitir, através de atitudes sutis, a mudança que sua personagem passa. uma interpretação muito rica em nuances.

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Ouija – Origem do Mal consegue ser um pouco melhor que a maioria dos últimos filmes de terror, apesar de seu roteiro genérico e todos os clichês que já conhecemos. Com certeza já podemos esperar em breve uma continuação, torcendo pra que a história seja, ao menos, original.

Data de lançamento 20 de outubro de 2016 (1h 30min)
Direção: Mike Flanagan
Elenco: Annalise Basso, Elizabeth Reaser, Lulu Wilson mais
Gênero Terror
Nacionalidade Eua
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